AVIAÇÃO

Companhia aérea dará desconto na passagem para quem não despachar bagagem

Cerca de 40% dos passageiros embarcam só com uma mala de mão, mas viajam - e pagam - como se tivessem despachado bagagem

JC Online
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Publicado em 02/02/2017 às 21:56
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil
Cerca de 40% dos passageiros embarcam só com uma mala de mão, mas viajam - e pagam - como se tivessem despachado bagagem - FOTO: Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil
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A Latam Airlines, maior companhia aérea da América Latina, anunciou uma redução de preço no valor das passagens para clientes que viajarem sem bagagem. 

"Hoje, todos os passageiros pagam como se estivessem viajando com uma bagagem despachada, quando 40% dos passageiros viajam só com uma mala de mão. Para os passageiros que optarem por comprar uma passagem sem a bagagem despachada, esses sim verão uma redução efetiva de preço da passagem", declarou a presidente da empresa, Claudia Sender, ao G1SP.

Cerca de 40% dos passageiros embarcam só com uma mala de mão, mas viajam - e pagam - como se tivessem despachado bagagem. Para a Latam, essa medida vai viabilizar tanto uma segmentação do serviço, quanto uma redução da tarifa para quem viaja apenas com mala de mão. 

ANAC

Em dezembro do ano passado, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), anunciou que, a partir do dia 14 de março de 2017, as companhias aéreas estão liberadas para vender passagens sem a franquia de bagagem e o usuário precisa ficar atento porque poderá ter que pagar para despachar a mala. Hoje, as companhias são obrigadas a transportar, gratuitamente, as malas dos passageiros, no limite de até 23 quilos (voos domésticos) e 32 quilos (rotas internacionais). 

Só não haverá custo extra se o passageiro levar apenas uma bagagem de mão, que poderá ser de até 10 quilos e não mais de 5 kg. De acordo com a companhia, a estratégia ainda está sendo definida, mas o que está certo, de forma efetiva, é que haverá uma redução nas tarifas para o passageiro que viaja sem a malas, em relação ao que viaja com bagagem. 

"O que a gente cria nesse momento é a possibilidade de segmentar o nosso produto e ter uma oferta muito mais acessível para o passageiro que não precisa de um serviço mais complexo. Esse é o caminho que a gente viu no mundo inteiro, em países que têm um transporte aéreo universalizado e que trazem cada vez mais pessoas para dentro do avião. O sonho da Latam é aumentar em 50% o número de passageiros até 2020. Para isso, temos que transformar a nossa forma de voar", afirmou Cláudia Sender ao G1SP.

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