MERCADO

Ibovespa fecha em queda de 0,97%, aos 84.698,01 pontos

O recuo ocorreu em linha com a trajetória dos pares em Nova York. O giro financeiro foi de R$ 11,6 bilhões

Ana Roberta Amorim
Ana Roberta Amorim
Publicado em 29/01/2018 às 21:34
Foto: Agência Brasil/Divulgação
O recuo ocorreu em linha com a trajetória dos pares em Nova York. O giro financeiro foi de R$ 11,6 bilhões - FOTO: Foto: Agência Brasil/Divulgação
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O Ibovespa fechou em queda de 0,97% nesta segunda-feira, 29, aos 84.698,01 pontos, em um dia dominado pelo movimento de realização de lucros após sucessivos recordes que levaram o índice à vista a ganhar cerca de 12% neste mês. O ritmo de queda reduziu nos últimos momentos do pregão e a valorização no mês ainda está em 10,86%.

O recuo ocorreu em linha com a trajetória dos pares em Nova York. O giro financeiro foi de R$ 11,6 bilhões - em nível similar ao dia da véspera do julgamento do recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando o índice à vista recuou 1,22% pela cautela dos investidores.

"O movimento de realização já era esperado, pois os mercados acionários, tanto aqui como lá fora, esticaram muito", disse Carlos Soares, analista da Magliano Corretora, que acrescenta que há certa cautela dos investidores no exterior em uma semana com divulgação de indicadores importantes, como dados sobre emprego (payroll), nos Estados Unidos, e da produção (PMI), na China, além da decisão do Federal Reserve (Fed) sobre o juro básico americano. "Mas é importante ressaltar que as condições monetárias globais favoráveis estão mantidas", afirmou.

Em um dia de agenda doméstica esvaziada, declarações de integrantes do governo sobre a reforma da Previdência chamaram atenção. Muito embora boa parte dos analistas já tivesse dado como precificada a não aprovação da reforma da Previdência agora em fevereiro, o tema segue no radar e o noticiário a esse respeito serve como mote para ordens tanto na ponta de compra como de venda.

Política

O próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou esperar que a suspensão de empréstimos a Estados e municípios pela Caixa não atrapalhe a votação da reforma.

Em entrevista ao Grupo Estado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), disse que talvez seja melhor aprovar versão mais enxuta da reforma da Previdência, para permitir uma situação fiscal "um pouco melhor" ao próximo presidente. Mais cedo, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, disse que o governo não tem os votos necessários (308) para aprovar a proposta a três semanas da data marcada para votação. Mas rechaçou qualquer possibilidade de novo adiamento da votação.

Entre as blue chips, as preferidas dos investidores não-residentes, os papéis dos bancos, que conseguiram valorizações expressivas nos dois pregões anteriores, recuaram: Bradesco PN (-2,91%), Itaú Unibanco PN (2,69%), Santander Brasil Unit (2,64%) e Banco do Brasil ON (0,56%).

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