Greve dos Caminhoneiros

'Ele que baixe o preço do ICMS', diz Marun sobre o governador de SP

Em entrevista à Rádio Jornal, Marun afirmou que Márcio França está 'atrapalhando mais do que ajudando' nas negociações com grevistas

Bruno Vinícius
Bruno Vinícius
Publicado em 29/05/2018 às 10:40
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Em entrevista à Rádio Jornal, Marun afirmou que Márcio França está 'atrapalhando mais do que ajudando' nas negociações com grevistas - FOTO: Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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Acusando o atual governador de São Paulo, Márcio França (PMDB), de estar "atrapalhando nas negociações", o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, enfatizou que os estados devem agir mais negociações com os caminhoneiros. Em entrevista à Rádio Jornal, Marun afirmou que o Planalto abriu todos os acordos necessários para dialogar com os grevistas.

De acordo com o ministro, o presidente Michel Temer, nos últimos dias, mediu forças suficientes para acordos com os grevistas em São Paulo, mediados pelo governador. "Ele em primeiro momento contribuiu bastante, com o conhecimento de pleitos importantes. No momento, ele está atrapalhando mais do que ajudando. Se ele quer ajudar agora, que baixe o preço do ICMS no Estado de São Paulo".

Segundo ele, o governo federal não tem mais o que dialogar com os grevistas, em relação à redução de impostos à nível nacional. "Tem nem praticamente o que reivindicar mais. Já não estamos cobrando mais o PIS/Cofins e nesses últimos dias estavamos dialogando com as categorias", explicou.

Marun argumentou na entrevista que há pessoas "explorando eleitoralmente" a greve e disse que se reuniu com secretários dos estados, numa tentativa de diálogo acerca do ICMS. "Nós nos reunimos na sexta-feira com os secretários da fazenda dos estados e fizemos algumas propostas a eles, mas que não comprometessem as arrecadações estaduais", comentou.

Pedro Parente

Na entrevista, o ministro ainda defendeu o presidente Pedro Parente à frente da Petrobras.  "Ele está agindo com competência. Pedir a saída de Parente é um proselitismo político. Ninguém ganha com isso. Ele ajudou a tirar a empresa da crise, que hoje voltou a ser pujante", explicou.

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