COMÉRCIO

Comércio otimista para o Dia dos Pais espera crescimento de vendas

Pesquisa feita por lojistas revela que quase 70% dos consumidores pretendem presentear o pai este ano

Da editoria de Economia
Da editoria de Economia
Publicado em 03/08/2019 às 7:50
Foto: Bobby Fabisak
Pesquisa feita por lojistas revela que quase 70% dos consumidores pretendem presentear o pai este ano - FOTO: Foto: Bobby Fabisak
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A lenta recuperação da Economia não parece ter desanimado os filhos brasileiros. De acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Federação das CDLs de Pernambuco (FCDL-PE) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em Pernambuco, 67% dos consumidores pretendem ir às compras por conta do Dia dos Pais. A taxa representa um aumento de seis pontos percentuais em relação a 2018. No Brasil, aproximadamente 105 milhões de pessoas irão presentear seus pais no segundo domingo de agosto. Para Raimundo Lopes, vice presidente da FCDL-PE o comércio local está bastante otimista. “Os comerciantes se organizaram, refizeram seus estoques e investiram em promoções. Esperamos um crescimento entre 4,5% em relação ao ano passado”. Lopes disse ainda que o comércio de rua está bastante agressivo em estratégias para atrair cliente mas os shoppings também tem sua clientela própria. Para a alegria do varejo, o valor que os entrevistados pretendem gastar também subiu: em média, R$ 189,98, o que representa R$ 41 a mais do que em 2018. Os dados indicam uma maior popularização da data que, tradicionalmente, não movimenta tanto o mercado quanto o Dia das Mães, Dia dos Namorados e o Natal.

COMÉRCIO

A maior parte (43%) dos entrevistados deve comprar apenas um presente e apenas 26% devem gastar mais este ano para agradar o pai. Destes, 43% querem adquirir presentes melhores. A maioria (38%), no entanto, planeja gastar o mesmo valor do ano anterior. Enquanto isso, 21% querem gastar menos. O fato de já terem perdido o pai foi o motivo apontado por metade (50%) dos 23% que não têm intenção de usar a data como justificativa para presentear. Já 16% não têm contato com o pai e outros 10% não pretendem comprar presentes por falta de dinheiro. Mais da metade (53%) dos entrevistados julga que os presentes estão mais caros do que no ano anterior. Por outro lado, 42% acreditam que estão na mesma faixa de preços e apenas 5% que os produtos estão mais baratos. Oito em cada dez consumidores (78%) pretendem pesquisar e comparar os preços antes de finalizar as compras. Desses, 71% costumam realizar as pesquisas na internet, sendo que a maioria (72%) utiliza sites de busca, 56% sites de comparação de preço, 45% sites de varejistas e 28% em sites ou aplicativos de ofertas. Lojas de shopping (55%) e lojas de rua (47%) também foram citados pelos consumidores como locais de pesquisa de preços.

Metade (51%) dos entrevistados disse que pretende comprar o presente de Dia dos Pais na primeira semana de agosto (principalmente as mulheres), enquanto 13% provavelmente acabarão deixando para a véspera. Assim como no ano passado, as roupas correspondem à maior parte das intenções de compra para a data (52%), seguidas de perfumes e cosméticos (36%), calçados (30%) e acessórios (26%), como meias, cinto, óculos, carteira e relógio. Os principais fatores que influenciam os consumidores na escolha do local de compra são o preço (52%), a qualidade dos produtos (40%), os descontos e promoções (40%) e a diversidade de produtos (29%). Quatro em cada dez (38%) consumidores pretendem realizar suas compras nos shoppings. Enquanto isso, 27% planejam adquirir os produtos na internet, 19% em shoppings populares e 17% em lojas de bairro. Oito em cada dez entrevistados (82%) pretendem pagar o presente à vista, principalmente no dinheiro (48%, com destaque para as classes C, D e E) e no cartão de débito (29%, aumento de sete pontos percentuais em relação a 2018). Por outro lado, 31% preferem comprar a prazo (especialmente as classes A/B), principalmente no cartão de crédito (26%, sobretudo as classes A/B) e numa média de quatro parcelas.

Ainda que a maioria siga a tradição de presentear os pais, muitos estendem a gentileza para aqueles que consideram sua figura paterna: 18% planejam comprar algo para o esposo e 11% para o sogro. O problema surge quando a vontade de demonstrar gratidão se sobrepõe à responsabilidade sobre as finanças pessoais: 20% dos entrevistados costumam gastar mais do que podem com os presentes de Dia dos Pais e 8% pretendem deixar de pagar alguma conta para realizar a compra, sobretudo entre as classes C, D e E. Além disso, três em cada dez (33%) dos que pretendem presentear estão atualmente com contas atrasadas, sendo que 68% deles estão com o nome sujo.

SHOPPINGS

De acordo com pesquisa interna realizada pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (ALSHOP) com lojistas associados, o Dia dos Pais, deverá representar um crescimento de 5% nas vendas em comparação com o ano passado. Segundo a entidade, o ticket médio de compras ficará em torno de R$ 160. O Dia dos Pais é considerada a terceira data mais importante para o setor varejista do segundo semestre, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Crianças, que, em volume de vendas, acabam sendo mais representativos. Segundo Luís Augusto Ildefonso da Silva, Diretor Institucional da ALSHOP, como a data cai sempre no segundo domingo de agosto “ela tem um fator positivo que é bater coincidentemente com as liquidações de inverno”. Para o empresário, a boa previsão para o varejo com as vendas do Dia dos Pais pode ser um alento para o setor no segundo semestre. “O Dia dos Pais é um bom termômetro, pois é o primeiro grande acontecimento do setor no segundo semestre. Este crescimento talvez possa significar para o varejo um semestre mais representativo e com vendas maiores que 2018”, declarou.

INTERNET

Já o E-commerce espera crescimento de 13% para a data comemorativa, além de aumento no volume de pedidos e tíquete médio. O comércio eletrônico deverá faturar R$ 2,4 bilhões no Dia dos Pais em 2019, resultando em crescimento nominal de 13% quando comparado com o mesmo período de 2018, que registrou R$ 2,09 bilhões. O estudo é da Ebit|Nielsen e estima que, entre os dias 27 de julho e 10 de agosto, sejam realizados em torno de 5,6 milhões de pedidos. Se atingir esse volume de compras, a data apresentará um aumento de 10%, em comparação com 2018 e ficará 2,6% acima do registrado no período do Dia das Mães. Os dados também apontam que os consumidores pretendem gastar um pouco mais na compra do presente esse ano: o tíquete médio previsto é de R$ 419, 2% acima do observado no ano passado. Esse valor também fica acima do registrado tanto do Dia das Mães quanto do Dia dos Namorados, que foram de R$ 402 e R$ 384, respectivamente. Segundo Ana Szasz, líder da Ebit|Nielsen, um fator que influencia nesta variação é o valor dos presentes. “Esse crescimento se dá pela busca de presentes com um desembolso maior”. Este ano, celulares e smartphones voltam ao topo da lista dentre os produtos mais mencionados como intenção de compra, seguido por livros (que ficou no topo no ano passado) e por tênis em terceiro lugar.

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