EXPOSIÇÃO

De bichos a leite direto da vaca: o que você não pode perder na Exposição de Animais

Faltando cinco dias para o encerramento a Exposição de Animais do Cordeiro atrai público variado para suas diversas atrações

Edilson Vieira
Edilson Vieira
Publicado em 20/11/2019 às 7:01
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Fotos: Brenda Alcântara/JC Imagem
Faltando cinco dias para o encerramento a Exposição de Animais do Cordeiro atrai público variado para suas diversas atrações - FOTO: Fotos: Brenda Alcântara/JC Imagem
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A 78ª Exposição Nordestina de Animais e Produtos Derivados segue até o próximo dia 24, no Parque de Exposições do Cordeiro, no Recife, atraindo um bom público e batendo alguns recordes este ano. “Quem vem para a exposição quer ver bicho, e bicho é o que mais tem esse ano”, diz Delmiro Gouveia, presidente da Sociedade Nordestina de Criadores, entidade promotora do evento.

Em participação de animais, o número cresceu 25%. São mais de dois mil, sendo 900 caprinos e ovinos, 600 bovinos, 500 equinos, e 150 suínos, sem contar os bichos de pequeno porte, como peixes, coelhos, aves e pássaros exóticos. A expectativa é de que a movimentação financeira como um todo também cresça, dos R$ 20 milhões registrados em 2018 para R$ 30 milhões esperados este ano.

EXPOSIÇÃO

Já o público, deve ultrapassar a marca de 250 mil pessoas durante os dez dias de evento. Ao longo dos anos, a Exposição de Animais, que é realizada desde 1941, consolidou-se como a maior feira de agropecuária do Norte e Nordeste, além de ser a terceira maior do Brasil. Este ano, conta com criadores de 17 Estados e mais de 200 expositores de produtos e serviços.

A programação técnica do evento inclui julgamento de bovinos, equinos e ovinos, torneio leiteiro de ovinos e bovinos, o primeiro Leilão Sindi Fazenda Três Irmãos, o segundo Leilão Nordeste Marchador e a 17ª Exposição Nacional da Raça Sindi. Além disso, o público tem toda uma estrutura de lazer, alimentação e lojinhas com plantas ornamentais, artigos em couro e exposição e venda de pequenos animais.

Nesta página, montamos um pequeno guia, com as principais atrações, para quem ainda quiser aproveitar os cinco dias restantes da feira. A exposição é aberta às 9h e fecha os portões às 21h. Os ingresso custam R$ 5 meia entrada) e R$ 10 (inteira) de segunda a quinta-feira. Sexta, sábado e domingo, os preços são R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia).

GRANDE PORTE

Eles chegam a pesar quase uma tonelada, mas, apesar do tamanho avantajado, são mansos (pelo menos, a grande maioria). Dá para chegar pertinho, tocar neles e garantir a foto para as redes sociais. Os bovinos, das raças Sindi, Guzerá, Holandesa, Girolando e Nelore, estão ali para participar dos leilões e para venda direta a pecuaristas visitantes, em busca de um bom negócio. Os preços variam muito e podem chegar a R$ 50 mil a cabeça, dependendo da raça, do porte e se é ou não um animal premiado.
Para o público leigo, apreciar os animais não custa nada. Pode-se até levar um litro de leite tirado na hora por R$ 5. O serviço é oferecido por alguns criadores, sempre de manhã cedo e no final da tarde.

AVES DE EXPOSIÇÃO E DE CORTE

Um galo que custa R$ 200 não é qualquer galo. Trata-se do Índio Gigante, uma raça rústica que é considerada a maior do mundo e que está entre as atrações da Exposição de Animais. O Índio Gigante pode chegar a 1 metro de altura e a até 6 quilos. Normalmente ele, não vai para a panela, serve para melhoramento genético de galinhas de corte. Outro galo de destaque é o da raça Brahma. Imponente e bastante emplumada, a ave custa R$ 150. “Serve mais para decoração mesmo, porque é um galo muito bonito”, explica o criador Edvaldo Severino. Ele também levou para a feira outras raças, como Guiné, Capote Francês e o Faisão, este último um prato requisitado pelos chefs. Um Faisão adulto sai por R$ 150. Já para quem quiser apenas distrair a criançada, um pinto da raça Caipirão sai por R$ 8.

PLANTAS DECORATIVAS

A exposição é dos animais, mas os cactos, as begônias, suculentas, violetas, os antúrios, as rosas, bromélias, os girassóis e muitas outras espécies de plantas decorativas fazem a festa dos visitantes do Parque do Cordeiro. As plantas podem ser apenas contempladas. No setor, também há como comprar sementes, mudas, vasos, adubos, ou espécies já desenvolvidas para decoração da casa ou para paisagismo. É possível, ainda, tirar dúvidas sobre plantio, cultivo e enxertos com os próprios vendedores. Somente no espaço dedicado às orquídeas, são mais de 100 espécies diferentes à venda. Os preços começam a partir de R$ 5, para a espécie Denphal. Já a badalada Rosa do Deserto, que vem tendo grande procura, é mais valorizada e pode chegar a R$ 90 a unidade. “Venho sempre à exposição por causa das plantas. Gosto dos animais, mas fico mais tempo por aqui, no meio das plantas”, contou Nara Veloso, aposentada, depois de adquirir uma pimenteira e um girassol para renovar a decoração do apartamento.

SELARIA

Em plena capital do Estado, é possível um vaqueiro encontrar todo o tipo de indumentária necessária para a labuta no campo.
Chapéus de couro, esporas, breque, cabeçadas, cabrestos, luvas de vaquejada, esporas, gibões, selas e uma infinidade de acessórios para cavaleiros e vaqueiros podem ser encontrados na Exposição de Animais. Um dos expositores mais antigos é José Soares da Silva, da cidade de Cachoeirinha, Agreste pernambucano, conhecida pela grande produção de artigos de couro e de aço. Soares participa da exposição há 36 anos e diz que trouxe cerca de 500 peças para vender este ano. “Tem de boné de R$ 10 até sela para cavalo Mangalarga de R$ 650. Mas também tem sela de R$ 100, R$ 300, R$ 400...” . O segredo do negócio dele é dar opção ao comprador.

QUEIJOS PREMIADOS

Além de mel, rapadura orgânica, farinha de mandioca, leite, queijo de cabra e muitos outros produtos regionais, é possível encontrar na Exposição do Cordeiro queijos de coalho premiados. No estande da Assembléia Legislativa de Pernambuco (Alepe), seis produtores de queijo dos municípios de Pedra e Venturosa, no Agreste pernambucano, oferecem seus produtos. Romildo Albuquerque produz 13 tipos de queijo de coalho, com recheios de goiabada, pimenta, alho ou bacon, por exemplo. “Queremos agregar valor a este produto artesanal, que é tão típico de Pernambuco”, diz Romildo.

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