INFRAESTRUTURA

Adutora do Agreste vai atrasar por falta de repasse de recursos federais

Várias obras federais estão atrasadas em Pernambuco, como a transposição do Rio São Francisco e a Transnordestina

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 23/08/2014 às 9:00
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As obras da Adutora do Agreste estão quase paradas por falta de recursos federais. Apontada como a solução para levar água para uma parte do Estado que sofre ciclicamente com as secas, o empreendimento vai entrar para a lista de alguns projetos realizados com verba da União que são fundamentais para a infraestrutura da região, mas se arrastam com prazos de conclusão sempre postergados: a Transposição de Águas do Rio São Francisco, a Ferrovia Transnordestina sem contar com o Ramal do Agreste que não consegue sair do papel.

Ontem, o presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento, Roberto Tavares, admitiu que a obra está parando. Isso ocorreu um dia depois da presidente Dilma Rousseff (PT) visitar Floresta (no Sertão do Estado) e afirmar que “só não atrasa obra quem não se faz”.

Um exemplo de atraso crônico é a obra visitada pela presidente: a da transposição de águas do São Francisco, iniciada em 2007. Ela consiste na construção de dois grandes canais: o Eixo Leste e o Eixo Norte. Inicialmente, o primeiro deveria ficar pronto em 2010 e o segundo em 2012. Agora, a expectativa é de que sejam concluídos em 2015 por um custo de R$ 8,2 bilhões. O empreendimento vai contribuir para o abastecimento de água de quatro Estados: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Outro empreendimento que se arrasta é a Transnordestina, iniciada em junho de 2006 e com a sua conclusão prevista para 2010. As obras passaram anos paradas e entraram num ritmo mais intenso, quando a Odebrecht assumiu a sua execução. Em 2012, a construtora desistiu. A retomada ocorreu este ano. O empreendimento está com um índice de realização de 40% e consumiu R$ 4,7 bilhões da União. Até ser finalizado, terá um custo de R$ 9,6 bilhões. É importante para o Nordeste vai escoar a produção do Sertão (cereais, gesso). Serão 1,7 mil quilômetros de trilhos, começando em Eliseu Martins, no Piauí, e seguindo até os portos de Suape e Pecém, no Ceará.

Infográfico

Adutora do Agreste


Iniciada em junho do ano passado, a Adutora do Agreste é realizada com recursos federais e custará R$ 1,385 bilhão para levar a água, inicialmente, a 23 cidades. No dia em que as obras começaram, o governo do Estado planejava levar água nos primeiros 70 quilômetros da adutora em março deste ano, o que não ocorreu.

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