Meio ambiente

CPRH aponta o destino do dinheiro da compensação ambiental

Agência recebeu maior pagamento em compensação da história do órgão

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 10/09/2014 às 7:20
Ricardo Labastier/JC Imagem
Agência recebeu maior pagamento em compensação da história do órgão - FOTO: Ricardo Labastier/JC Imagem
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Ainda que defasado, o valor recorde da compensação ambiental pago pela Petrobras pela implantação da Refinaria Abreu e Lima (R$ 137,4 milhões) será aplicado na implantação, recuperação e consolidação de unidades de conservação (UC) ambiental em Pernambuco. O principal projeto é a reserva de mata atlântica de Bita e Utinga, no município de Ipojuca, na Região Metropolitana do Recife. Além de Bita e Utinga, outra 11 UCs serão contempladas.

Com os R$ 137,4 milhões em caixa, desde o ano passado, a Agência de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) transferiu R$ 42 milhões à diretoria do Complexo de Suape para realizar a primeira etapa de regularização fundiária de posseiros que vivem no entorno da estação ecológica de Bita e Utinga. “Trata-se de uma área de preservação integral. Por isso as famílias precisam ser remanejadas”, explica o presidente da CPRH, Paulo Teixeira.

De acordo com a agência, 384 famílias precisam deixar o lugar. Desse total, 295 já foram remanejadas. A estação de Bita e Utinga conta com 2,4 mil hectares. Teixeira adianta que serão destinados mais R$ 17,6 milhões na segunda etapa de regularização fundiária.

O dinheiro da compensação ambiental também será destinado à implantação de outras 11 unidades de conservação. “Fizemos uma licitação e as empresas Cetap e Gênese foram as vencedoras para realizar um diagnóstico e apresentar um estudo de qual poderiam ser essas unidades de conservação em regiões de biomassa, mata atlântica ou caatinga”, observa Teixeira, dizendo que o estudo foi encomendado por R$ 1,3 milhão.

Outro destino para o dinheiro da compensação é a criação de arranjos produtivos locais no entorno das UCs, promovendo a inclusão da população vizinha. 

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