Comportamento

Economize tempo ou dinheiro na compra do material escolar

Nem sempre a pechincha é o que importa. Há quem prefira o conforto de ter tudo em um só lugar

Giovanni Sandes
Giovanni Sandes
Publicado em 07/01/2015 às 5:25
Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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Lista na mão, os pais saem para bater perna. É a volta às aulas, época de conferir etiquetas e anotar o preço do estojo, da régua, da caneta. Entre uma loja e outra, a pesquisa rende uma economia de R$ 100, R$ 200, um valor que depende das compras. Mas nem sempre a conta final é o que importa. Há quem prefira economizar no tempo e investir mais em conforto, comprando tudo em um só lugar ou até encomendar as compras do material para receber tudo em casa.

Elisângela Cabral, 27 anos, se disse espantada com o preço do lápis de cor, de 15% a 20% mais alto na comparação com o ano passado. “A caixa de hidrocor de ponta grossa custa R$ 43. Ano passado era R$ 37”, conta. Para ela, a melhor escolha é enfrentar o calor e bater perna no Centro do Recife, para ir no tradicional comércio de rua, a exemplo do Atacado dos Presentes, na Rua das Calçadas, no Bairro de São José, onde, além das lojas formais, ambulantes investem nas vendas de cadernos, cola tenaz, canetas e réguas. “No fim das contas, R$ 50 ou R$ 100 fazem a diferença”, afirma.

Redes especializadas, como o Varejão do Estudante, oferecem serviços de entrega da lista escolar parcelada em até 12 vezes, sem juros.

Mas a maioria da clientela ainda prefere conferir a mercadoria de perto, antes de fechar a fatura. A pedagoga Karla Medeiros, 39 anos, costumava comprar em uma mesma loja e, só depois, pesquisar tênis, calça jeans e outros itens.

Este ano Karla fez diferente. Decidiu ir a um shopping. A questão, explica, não é o preço mais alto ou baixo. Na hora da escolha pesou o trânsito do Recife, considerado um dos piores do Brasil, a dificuldade na hora de procurar vagas de estacionamento e a segurança. O resultado é uma perda grande de tempo.

“Não tenho muita paciência para pesquisar. Vale a pena pagar pela comodidade”, afirma a pedagoga.

De olho nesse público que prefere economizar tempo, todo o Shopping Rio-mar Recife entrou no clima de volta às aulas, com direito à divulgação de um trabalho social: até o dia 31 um stand na entrada principal do centro de compras vai arrecadar livros para crianças de escolas públicas do Pina.

O RioMar criou uma identidade visual da “Volta às Aulas” para facilitar a procura do material escolar pelo cliente, um selo na entrada das lojas, e ainda escalou pessoal para uma versão especial do conhecido “Posso Ajudar?” focado nas lojas onde os pais podem fazer as compras do período.

Foto: Edmar Melo/JC Imagem
Com listas enormes nas mãos, pais iniciam compra de materiais escolares - Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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Com listas enormes nas mãos, pais iniciam compra de materiais escolares - Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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Com listas enormes nas mãos, pais iniciam compra de materiais escolares - Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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Com listas enormes nas mãos, pais iniciam compra de materiais escolares - Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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Com listas enormes nas mãos, pais iniciam compra de materiais escolares - Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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Com listas enormes nas mãos, pais iniciam compra de materiais escolares - Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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Com listas enormes nas mãos, pais iniciam compra de materiais escolares - Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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Com listas enormes nas mãos, pais iniciam compra de materiais escolares - Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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Com listas enormes nas mãos, pais iniciam compra de materiais escolares - Foto: Edmar Melo/JC Imagem
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Com listas enormes nas mãos, pais iniciam compra de materiais escolares - Foto: Edmar Melo/JC Imagem


O mote da campanha é justamente a frase “todo material escolar em um só lugar”, com direito a um hotsite. São lojas como Le Biscuit, Kalunga, Esposende e Arte & Papel, entre várias outras.

Caline Bezerra, 39 anos, comerciante de Garanhuns, já criou uma rotina anual de vir ao Recife de férias, em janeiro, e realizar as compras do material escolar no shopping. “É melhor pelo preço, qualidade, comodidade, por tudo”, comenta a comerciante.

O quesito conforto pesa especialmente porque janeiro, claro, ainda é verão. E não é fácil bater perna no Centro do Recife com temperaturas de 30 graus. “Além de comprar os acessórios, o tênis, a gente se sente mais segura de trazer a criança. Na cidade tem o sol, o calor. Tudo isso interfere. E no shopping não, é mais tranquilo”, afirma Caline.

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