Refino

Porto de Suape lidera movimentação de petróleo no País em 2016

Resultado foi motivado pela operação da Refinaria Abreu e Lima

Da editoria de economia
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Publicado em 07/09/2016 às 7:00
Divulgação/Suape
Resultado foi motivado pela operação da Refinaria Abreu e Lima - FOTO: Divulgação/Suape
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O Complexo de Suape vem se consolidando como um porto movimentador de granéis líquidos, desde a implantação da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) em Pernambuco no final de 2014. De janeiro a julho deste ano, a movimentação de petróleo cresceu 87,35%, na comparação com igual período de 2015. O porto alcançou a marca de 2,7 milhões de toneladas movimentas nos sete primeiros meses do ano, ante os 1,4 milhão de toneladas do mesmo intervalo anterior. O aumento está relacionado ao recordes de produção cravados pela unidade de refino.

Os resultados colocam Suape na liderança nacional entre os portos públicos na movimentação de petróleo, na frente de portos como Rio Grande (RS), que movimentou 363 mil toneladas de janeiro a julho, de Fortaleza (249 mil toneladas) e de Santos (81 mil toneladas). O petróleo processado pela Rnest, em Suape, chega por navegação de cabotagem oriundo dos campos do Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Santos.

A movimentação de petróleo em Suape poderia ser ainda maior se a Refinaria Abreu e Lima tivesse sido concluída. Atualmente, a unidade de refino da Petrobras tem autorização para processar 100 mil barris de petróleo por dia (bpd), mas sua capacidade total é de 230 mil bpd.

Quando concluir o primeiro trem (etapa) o empreendimento poderá ampliar o processamento de petróleo para 115 mil bpd. Para isso precisa concluir equipamentos pendentes, como uma central de resíduos e a unidade de abatimento de emissão de enxofre (Snox). A previsão era de que os contratos fossem assinados em julho deste ano, mas o processo de impeachment e as mudanças no comando da Petrobras atrasaram a retomada das obras. No mês passado, trabalhadores da construção pesada fizeram protesto no Cabo de Santo Agostinho, pedindo a volta das obras.

EXPLORAÇÃO

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) autorizou a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a realizar a quarta rodada de licitações de campos marginais de petróleo. Apelidada de “rodadinha", ela envolve campos inativos, que foram abandonados em concessões anteriores. Essa “rodadinha” é voltada para empresas menores interessadas em explorar esses campos. As 13 áreas estão na região Nordeste e na bacia do Espírito Santo. Mas Pernambuco não está dentro do pacote.

Para o Estado continua a expectativa sobre a conclusão da prospecção da Bacia Pernambuco-Paraíba, que tem a Petrobras e a portuguesa Galp como consórcio explorador. No ano passado as empresas pediram extensão de prazo à ANP e terão até agosto de 2017 para perfurar poços na região. O consórcio adquiriu três blocos na Bacia Pernambuco-Paraíba na 9ª Rodada de Licitações da ANP, em 2007. Um dos blocos foi devolvido e as companhias decidiram perfurar um poço mais profundo ao invés de dois.

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