ENERGIA

Ministro descarta tirar Chesf do plano de desestatização da Eletrobras

Ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, falou sobre a privatização da Chesf e rebateu críticas

JC Online
JC Online
Publicado em 11/09/2017 às 11:21
Foto: JC Imagem
Ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, falou sobre a privatização da Chesf e rebateu críticas - FOTO: Foto: JC Imagem
Leitura:

Em visita ao Estaleiro Atlântico Sul na manhã desta segunda-feira (11), o ministro Fernando Filho disse que não está nos planos do governo tirar a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) do plano de desestatização da Eletrobras. O ministro também rebateu críticas feitas sobre a privatização da subsidiária do Nordeste.

"Isso não está nos planos do governo. Se fizermos uma excepcionalidade, vamos sofrer pressão para fazer em outras regiões do País também", comentou o ministro de Minas e Energia. Ele complementou que o plano é de incluir como responsabilidades da futura concessionária da Chesf a revitalização do Rio São Francisco.

"Quero que me apontem qual foi o investimento no rio (São Francisco) que a Chesf fez ao longo dos 69 de existência dela. Teve muito pouco cuidado com o rio ao longo desse tempo. E hoje, no momento de grande dificuldade financeira que a Chesf tem, acho que mais difícil será ainda de poder cuidar do rio de agora em diante", complementou o ministro.

Sobre as críticas de que a privatização da Chesf acarretaria na restrição do uso da água para abastecimento humano e irrigação, o ministro disse que há muita desinformação e que algumas pessoas estão usando isso para palanque político. "Quem regula o uso das águas é o Operador Nacional do Sistema (ONS), não o dono da usina. Tem muita desinformação de uns que não tem informação e vão ter a oportunidade de ter informação, e de outros que sabem, mas querem fazer disso apenas um palanque político", comentou.

VISITA

O ministro visitou o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) nesta segunda-feira (11). Ele afirma que é papel do governo federal intermediar a aproximação de empresas estrangeiras dos estaleiros no Brasil. "Acho que desenvolvemos do zero uma indústria que, hoje, é de classe mundial. Quem conhece o estaleiro pode ver isso com os próprios olhos. É papel do governo dar manutenção a essa política de incentivar. Não só essa unidade, mas a muitas outras que se instalaram no País", comentou. 

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias