CONSUMO

Tarifa variável pode reduzir valor da conta de energia

A chamada "tarifa branca" reduz preço da energia em até 15% fora dos horários de pico. Mas é preciso disciplina

Edilson Vieira
Edilson Vieira
Publicado em 27/01/2019 às 19:08
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A chamada "tarifa branca" reduz preço da energia em até 15% fora dos horários de pico. Mas é preciso disciplina - FOTO: Foto: Arquivo/JC Imagem
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Os usuários da Celpe que consomem a partir de 250 kWh/mês de energia elétrica podem reduzir o valor da conta mensal em até 15% se aderirem a tarifa branca, uma nova modalidade de medição de consumo que leva em conta os horários de utilização de energia. A tarifa branca entrou em vigor no ano passado, apenas para consumidores que utilizam 500 kWh/mês, ou mais, de energia mensalmente. Em 2019 o benefício foi estendido para consumidores de baixa tensão, sejam eles residenciais ou comerciais, desde que o consumo mínimo seja de 250KWh/mês.

Em Pernambuco, cerca de 1,1 milhão de consumidores se enquadram neste padrão de consumo. A oferta da tarifa branca foi uma determinação da Aneel (Agência Nacional de Energia ElétrIca) e vale para todas as companhias distribuidoras do País. Para aderir a tarifa branca é necessário substituir o medidor de energia convencional por outro do tipo “inteligente”. Esta versão emite um relatório detalhado de consumo de energia no imóvel de acordo com os horários de utilização.

ENERGIA

A troca do “contador”, como é popularmente conhecido, é gratuita e pode ser solicitada em qualquer ponto de atendimento da Celpe. A empresa promete fazer a mudança em até 30 dias. “A ideia é estimular o consumidor a utilizar eletrodoméstico de forma mais racional, evitando os horários de pico quando a demanda de energia elétrica aumenta”, diz Érica Ferreira, gerente de relações institucionais da Celpe. Caso o usuário se arrependa da mudança, pode voltar ao sistema de cobrança convencional, solicitando a troca do contador inteligente pelo comum, também sem custos.

Pelas regras da tarifa branca, o preço cobrado pela energia varia ao longo do dia. A tarifa é reduzida em 15% nos horários fora de ponta (entre 21h30 até 16h29 do dia seguinte é o período mais em conta para se usar eletrodomésticos). A energia encarece em 33% nos chamados horários intermediários (uma hora antes e uma hora depois do horários de ponta, que é entre 17h30 e 20h29).

Um detalhe importante é que, no horário de ponta (entre 17h30 e 20h29), o preço da energia sobe até 110%, em relação a tarifa normal. “Na tarifa branca o consumidor deve ficar atento para não utilizar eletrodomésticos como máquina de lavar roupas, ferro de passar, ar condicionado e principalmente o chuveiro elétrico, no período de pico, que tem duração de três horas, para que a conta de energia não fique mais cara do que era antes”, explica Érica Ferreira. Nos fins de semana e feriados nacionais não existe horário de ponta e o valor da tarifa é fixo.

A comerciante Cibelly Caxias, aderiu a tarifa branca em junho do ano passado. A casa onde mora com a família, num total de seis pessoas, no bairro de Marinha Farinha, Paulista, tinha o consumo de energia bastante elevado. “Temos quatro aparelhos de ar-condicionado, muita roupa para lavar, sem falar no hábito dos adolescentes de sempre tomar banho quente, etc”, resume a comerciante. Ela chegou a pagar R$ 700 de energia. Depois da tarifa branca, a conta de luz ficou em torno dos R$ 400 por mês.

Cibelly conta que a grande economia conseguida não se deveu apenas a cobrança de consumo diferenciado por horário proporcionado pela tarifa branca. A disciplina e a mudança nos hábitos da família também ajudaram muito. “Na verdade, depois do novo contador ficamos mais atentos a nossa rotina. Dormimos tarde, evitando ligar o ar-condicionado ainda dentro do horário de pico e até o tempo do banho ficou mais regrado”. Cibelly conta ainda que passou a evitar aparelhos com resistência térmica, como sanduicheiras. “Voltei ao tostex, de antigamente, aquele que assa o pão no fogão”, diz aos risos.

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