AÇÕES

Polo de Confecções do Agreste propõe ações em busca melhorias

Pacote de medidas discutido com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico inclui a instalação da Câmara Setorial Têxtil e de Confecções

Marcelo Aprigio
Marcelo Aprigio
Publicado em 03/09/2019 às 7:58
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Foto: Edmar Melo/ Acervo JC Imagem
Pacote de medidas discutido com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico inclui a instalação da Câmara Setorial Têxtil e de Confecções - Foto: Edmar Melo/ Acervo JC Imagem
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Empresários e lideranças do Polo de Confecções do Agreste se reuniram nessa segunda-feira (3) com o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, para discutir um pacote de medidas para o setor que movimenta R$ 5,6 bilhões por ano na região. A apresentação das ações aconteceu na sede da Associação Comercial e Industrial de Caruaru (Acic).

O pacote foi dividido em três linhas de ação. A primeira é a instalação da Câmara Setorial Têxtil e de Confecções, que tem como proposta discutir os pleitos da atividade e tentar buscar soluções aproximando o setor público do setor privado. A segunda é a interiorização do Marco Pernambucano da Moda, que já ganhou uma sede local em Caruaru e vai intensificar as atividades no polo. E a terceira, considerada um pleito antigo do setor, é a criação do Comitê Deliberativo do Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Têxtil (Funtec), orçamento vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico que passará a ter gestão compartilhada com a iniciativa privada e prefeituras das cidades que mais contribuem com o fundo. 

“Nossa reclamação era que as cidades de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama dão uma grande contribuição para o Fundo e os recursos acabavam indo mais para o Recife e vindo pouco para cá. Agora o secretário disse que já a partir deste ano 50% será aplicado na região e, a partir de 2020, o Comitê Deliberativo vai definir a aplicação dos recursos. Outra discussão é reestruturar o Fundo, que já chegou a ter um caixa de R$ 2 milhões e no ano passado só teve R$ 700 mil”, pontua o presidente da Acic, Luverson Ferreira. 

Fundo de Desenvolvimento

O Fundo de Desenvolvimento da Cadeia Têxtil foi instituído há quase dez anos, por Lei Estadual (nº 13.958/2009), para fomentar o segmento. Atualmente, a arrecadação de 0,27% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) é antecipado pelas indústrias nas compras fora do Estado. O secretário diz que o governo quer ser um interlocutor, contribuindo para equilibrar as discussões e fomentar o desenvolvimento na região, que tem no Polo de Confecções seu principal motor econômico. 

“A criação do Comitê Deliberativo do Funtec vai permitir que os empresários e a gestão das cidades discutam o que é mais importante fazer para melhorar o ambiente de negócios”, explica. Formado por 14 representantes, o comitê vai decidir sobre a aplicação de recursos ao fomento do polo. Da parte do governo estadual, participarão quatro secretarias – Desenvolvimento Econômico (Sdec), Ciência e Tecnologia (Secti), Fazenda (Sefaz) e Micro e Pequena Empresa, Trabalho e Qualificação (SEMPTQ). Além disso, a gestão pública ainda é representada pela AD Diper e pela Agência de Fomento ao Estado de Pernambuco (Agefepe).

Do lado privado, estarão as três principais associações do setor nos municípios de Toritama, Caruaru e Santa Cruz do Capibaribe (Ascap, Acit e Acic), além dos sindicatos estaduais da Indústria do Vestuário (Sindvest) e da Indústria Têxtil (Sinditêxtil). Três representantes do poder executivo municipal, das cidades que mais contribuíram para o Funtec, também terão assento no conselho: Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe. 

“Para nós que fazemos o Polo de Confecções, fortalecer três eventos da região já seria importante para agregar valor à cadeia produtiva: a Rodada de Negócios, o Festival do Jeans e o Estilo Moda Pernambuco”, enumera Ferreira. 

Já o lançamento da Câmara Setorial representa a formalização de um canal de comunicação oficial entre setor público e privado. “Desta forma, será possível colaborar com o planejamento estratégico da pasta, encurtando o caminho do atendimento às demandas do polo. Já temos câmaras setoriais que tratam do turismo e da bacia leiteira. A cada reunião, o setor discute e apresenta ganhos, o que também vai se refletir no polo de confecções”, reforça o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), Roberto Abreu e Lima. A AD Diper é o órgão gestor das Câmaras.

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