RELATÓRIO OAG

Aeroporto do Recife é o 7º mais pontual do mundo entre terminais de médio porte; veja ranking

De acordo com o relatório anual da consultoria britânica OAG, o aeroporto recifense é o 1º mais pontual do Brasil na categoria

Marcelo Aprigio
Marcelo Aprigio
Publicado em 07/01/2020 às 11:38
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Foto: Guga Matos/ Acervo JC Imagem
De acordo com o relatório anual da consultoria britânica OAG, o aeroporto recifense é o 1º mais pontual do Brasil na categoria - Foto: Guga Matos/ Acervo JC Imagem
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O Aeroporto Internacional do Recife é o terminal aéreo mais pontual do Brasil, entre aqueles que têm média de 5 milhões a 10 milhões de partidas por ano, de acordo com o relatório anual da consultoria britânica OAG. Na mesma categoria, "Medium Airports" (Aeroporto Médios, em tradução livre), o aeroporto do Recife fica em 7º lugar no ranking mundial.

Pontualidade em aeroportos médios:

1º - Cidade do Panamá

2º - Cidade do Cabo

3º - Ankara

4º - Perth

5º - Santa Ana

6º - Sacramento

7º - Recife

8º - Adelaide

9º - Rio de Janeiro - Galeão

10º - Belo Horizonte

No ranking mundial, o aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, teve o melhor desempenho entre os terminais nacionais e ficou em quarto lugar na categoria “Major Airports” (Principais Aeroportos, em tradução livre), aqueles que têm média de 20 milhões a 30 milhões de partidas por ano. O terminal aéreo paulista está entre os maiores terminais mais pontuais do mundo, só perdendo para Detroit (EUA), Minneapolis/St Paul (EUA) e Istanbul Sabiha Gokcen (Turquia).

Na categoria "Small Airports" (Pequenos Aeroportos, em tradução livre) destacaram-se os de Fortaleza (11º) e Curitiba (18º). Em média estes pequenos terminais têm de 2,5 a 5 milhões de partidas por ano.

Para o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, o quesito pontualidade se tornou nos últimos anos um fator de excelência para as companhias aéreas. "Em 2018, que o dado consolidado mais recente, apenas 24% dos atrasos foram de responsabilidade da companhia aérea. Os demais foram por fatores externos, fora do controle das empresas aéreas", diz.

De acordo com a Abear, os principais calos da pontualidade são meteorologia e infraestrutura dos aeroportos. No entanto, espera-se que com a concretização das concessões que estão sendo feitas nos aeroportos brasileiros alguns gargalos sejam resolvidos.
Para o sócio-líder em infraestrutura da consultoria KPMG no Brasil, Eduardo Redes, no caso do aeroporto do Recife, por exemplo, reformas que foram feitas com o passar dos anos ofereceram ao equipamento uma modernidade singular no País. "Esse padrão do Recife facilita muito no processo de embarque e desembarque. Um cadeirante consegue entrar na aeronave de forma rápida. Algo que em outros aeroportos não acontece. Esse é um dos muitos fatores que permitem que esse equipamento tenha essa qualidade", avalia.

Dados da Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer de Pernambuco apontam que o aeroporto recifense contou com um fluxo de 7,7 milhões de passageiros entre janeiro e novembro de 2019. Com bons resultados, equipamento chamou a atenção da empresa espanhola Aena Desarrollo Internacional, que conquistou a concessão do aeroporto em março de 2019 e deve assumir as operações em 13 de fevereiro deste ano.

A expectativa é de que durante os 30 anos de validade da concessão, o investimento total previsto pela Aena, somente no Recife, seja de R$ 865,2 milhões. Será uma média de R$ 28,8 milhões por ano. Ainda sob a administração da Infraero, esse aporte médio anual foi de R$ 2,13 milhões nos últimos dez anos.

“O aeroporto do Recife é muito bem avaliado pelas empresas aéreas, mas essas mudanças previstas com a concessão devem alçar o aeroporto a outro patamar”, vislumbra Sanovicz. A consultoria britânica OAG avaliou 57,7 milhões de voos e as 250 companhias aéreas que mais voaram em 2019 no mundo. O critério da OAG para classificar o voo como “pontual” é decolar ou pousar com desvio de horário abaixo de 15 minutos, incluindo os voos cancelados que reduzem a pontualidade da empresa ou aeroporto.

Aena e Ifraero

Em agosto de 2019, a gestão do Aeroporto do Recife passou a ser compartilhada entre a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e a Aena Desarrollo Internacional, empresa espanhola que conquistou a concessão de aeroportos do bloco Nordeste (Recife, Juazeiro do Norte (CE), Maceió, Aracaju, Campina Grande (PB) e João Pessoa), no mês de março de 2019.

Para vencer o leilão a Aena, pagou R$ 1,9 bilhão de outorga mínima, um ágio de 1.010% sobre o valor inicial, e deverá desembolsar R$ 788 milhões nos cinco primeiros anos de contrato em obras de melhorias. Durante os 30 anos de validade da concessão, o investimento total previsto é de R$ 2,1 bilhão.

A Aena é a maior operadora de aeroportos em número de passageiros do mundo. Fundada em 1991, a empresa opera 46 terminais aeroportuários e dois heliportos na Espanha. Por meio de sua filial - Aena Aeroportos Internacional -, ela participa diretamente e indiretamente da gestão de outros 17 aeroportos pelo mundo.

Líder no Nordeste

Em fevereiro de 2019, o Aeroporto Internacional de Recife liderou o ranking dos aeroportos do Nordeste, na categoria de 5 a 15 milhões de movimentação de passageiros ao ano, segundo pesquisa pelo Ministério da Infraestrutura para o quarto trimestre de 2018 (outubro a dezembro). O Governo Federal tem como meta a nota 4 e, segundo a Pesquisa de Satisfação do Passageiro e Desempenho Aeroportuário, que investigou 38 indicadores, o terminal superou a meta em 81,5%.

A pesquisa estipulou notas de 1 a 5, sendo 1 para "muito ruim" e 5 para "muito bom".

Na categoria do Aeroporto do Recife, no quesito "Satisfação Geral dos Passageiros" o terminal pernambucano recebeu nota 4,44, ficando à frente dos aeroportos de Salvador (4,19) e Fortaleza (4,14). Já em relação à cordialidade e dos funcionários do check-in, a nota atingiu 4,69 e 4,65 para a cordialidade dos funcionários da emigração.

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