TURISMO DE BASE COMUNITÁRIA

Em meio ao mangue do Recife, saberes e sabores da Ilha de Deus

Modo de vida da população local é a atração turística de um roteiro de catamarã rumo à Ilha de Deus

Mona Lisa Dourado
Mona Lisa Dourado
Publicado em 28/07/2019 às 6:58
Notícia
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Um Recife mais real, não menos poético, descortina-se a partir do momento em que o visitante começa a navegar nas águas do Capibaribe em direção à Ilha de Deus. A bordo de um catamarã, o passeio com saída do Centro dura cerca de 30 minutos, entre pontes, grafites e manguezais, até a comunidade pesqueira responsável pela produção da maior parte do marisco e do camarão consumidos na cidade. No pequeno cais da Ilha, pescadores vão e vêm com os barcos repletos de sururu, numa primeira mostra da principal atração turística ali: o próprio modo de vida da população local.

Quem busca uma experiência de turismo menos padronizada e com mais imersão cultural pode aproveitar para fazer uma das oficinas, de pesca, gastronomia ou artesanato. E até esticar a estada por lá, no albergue com capacidade para receber até 60 pessoas. Somente em 2018, pelo menos 20 mil visitantes estiveram na Ilha de Deus, 35% deles estrangeiros. "E poderia ser ainda mais, se houvesse maior apoio governamental na estruturação e divulgação dos destinos. O turismo colocou a Ilha na vitrine, potencializando as ações sociais, estimulando a autoestima e gerando outras expectativas de vida", diz o turismólogo João Paulo, co-fundador da Recria.

Transformação

 

Geisiane Gomes, mais conhecida como Negra Linda, 31 anos, é um exemplo dessa transformação. Filha de pescadores, esteve envolvida com a atividade até os 25 anos, quando participou de uma oficina de gastronomia e empreendedorismo promovida na Ilha e vislumbrou outro destino. Passou a preparar sua famosa mariscada para os visitantes e, em janeiro deste ano, abriu o já concorrido Ilha de Deus Bistrô, incluído no Guia Abrasel 2019 como um dos melhores restaurantes do Estado. No cardápio, além da mariscada, pastel de sururu, camarão, caldinhos e peixe frito.

"Todos os insumos são comprados aqui na Ilha mesmo, de diferentes produtores, para gerar renda na comunidade", conta Negra Linda, consciente do ciclo virtuoso que o turismo comunitário ativa. O bistrô abre para grupos agendados e também no último sábado de cada mês para o público geral, quando recebe um chef convidado, no Dia de Cozinha a 4 Mãos. O almoço sai por R$ 60 (duas entradas, dois pratos principais e duas sobremesas). Já o passeio de catamarã custa R$ 40.

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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