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Litoral Norte

Tejucupapo é um tesouro do Litoral Norte de Pernambuco que remonta às batalhas contra os holandeses

Comunidade de São Lourenço guarda séculos de uma história pujante

Mona Lisa Dourado
Mona Lisa Dourado
Publicado em 29/01/2020 às 23:18
Foto: Chico Andrade/Setur
FOTO: Foto: Chico Andrade/Setur
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Para além de sol e mar, da ecologia e da aventura, o Litoral Norte de Pernambuco também é pródigo em atrativos culturais. E quando se trata do município de Goiana (a 64 quilômetros do Recife), não se pode deixar de citar, e visitar, o distrito de Tejucupapo. Ali está a comunidade de São Lourenço, praticamente só uma rua e uma praça, mas que guarda séculos de uma história pujante. A mais célebre delas, ocorrida nos arredores, foi protagonizada no século 17 pelas Heroínas de Tejucupapo, que venceram com inteligência e astúcia o invasor holandês.

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Hoje a luta é por manter vivos o legado e a tradição dessas poderosas mulheres, conforme conta Gedália Maria Venceslau da Silva, mais conhecida como Dadá Quilombola, descendente de quilombolas que também ocuparam aquelas terras. Ela nos recebeu no Centro Vocacional Tecnológico das Marisqueiras, local dedicado a preservar a história da comunidade e que também abriga um centro de artesanato, com produtos feitos de conchas e búzios coletados juntos com os mariscos que ainda garantem a maior parte da subsistência das moradoras da comunidade. O espaço é aberto ao público de segunda a sexta, das 8h às 17h, e nos fins de semana, sob agendamento, por meio do telefone (81) 99414-9155. Com sorte, o visitante ainda se depara com apresentações de coco e ciranda.

São Lourenço também abriga a segunda igreja mais antiga do Estado e a primeira construída pelos jesuítas no Brasil. Datado de 1555, o templo de estilo maneirista é Patrimônio Histórico Nacional pelo Iphan desde 1938 e foi tombado como Patrimônio Histórico de Pernambuco em 1994. Só costuma estar aberto para missas, geralmente às 19h do domingo, mas visitas podem ser agendadas pelo telefone (81) 99414-9155.

Depois de se inspirar com as histórias de Dadá e se encantar com a arquitetura da Igreja de São Lourenço, não vá embora sem antes gastar uns bons minutos diante da colina de onde se pode vislumbrar o estuário do Rio Goiana, o Rio São Lourenço, a Praia de Carne de Vaca e, já do outro lado, a Paraíba.

Turismo religioso

O turismo religioso é um dos mais fortes segmentos em Goiana, que ainda conta com edificações como o Convento Franciscano, a Igreja da Ordem Terceira do Carmo e Convento de Santo Alberto, além da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, entre tantas outras, que narram em altares, campanários, cruzes, coros e claustros a história da colonização portuguesa e o domínio das ordens religiosas sobre povos recém-conquistados. O professor, pesquisador e guia turístico Marcos Paulo é uma das melhores fontes da cidade para detalhar todos esses enredos e ainda ter uma boa discussão filosófica sobre o papel da igreja católica na colonização, durante a escravização dos negros vindos da África e nos dias atuais. Contato: (81) 99616-4761.

As igrejas são os mais imponentes, mas não os únicos lugares onde o turista em Goiana encontra monumentos e imagens religiosas dos séculos 16 ao 18. A unidade do Sesc Ler na cidade abriga o Museu de Arte Sacra Escritor Maximiano Campos, que desde 2014 se dedica a restaurar e exibir peças “em perigo” recolhidas nos templos e outras instituições da cidade. O Sesc Ler de Goiana, aliás, é o único do Sistema S no Brasil que oferece um curso de restauro e conta com um museu de arte sacra, segundo informa a gerente do espaço, Maria do Socorro Chaves da Costa.

O espaço já foi responsável pela restauração de 260 peças, entre as 800 que estão sob sua custódia. Destaca-se a imagem de Nossa Senhora do Amparo. Com mais de dois metros e pesando mais de 94 quilos, é impossível passar despercebida de quem chega ao museu. “Ela é do século 18 e foi feita em talha colonial brasileira de estilo barroco-rococó da Zona da Mata. Tem ainda mais valor por causa do contexto histórico e social, porque foi doada pela Princesa Isabel ao município de Goiana, que antecipou-se à Lei Áurea e libertou os seus escravos”, diz o responsável pelo setor de cultura, Izaías Trajano da Silva Neto.

Foto: Chico Andrade/Setur
- Foto: Chico Andrade/Setur
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