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Espanha espanta sina de amarelã e conquista Copa de 2010

Com um estilo de jogo inspirado no Barcelona, Espanha contou com placares apertados

Heitor Nery
Heitor Nery
Publicado em 18/03/2018 às 11:04
Estadão Conteúdo
Com um estilo de jogo inspirado no Barcelona, Espanha contou com placares apertados - FOTO: Estadão Conteúdo
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Até 2010, a fama da seleção espanhola era de uma equipe com bastante qualidade técnica, mas que, na hora da Copa do Mundo, sempre deixava a desejar. Sua melhor campanha havia sido em 1950, no Brasil, quando conquistou o quarto lugar. Mas a geração de 2010 tratou de acabar com esta sina. Contando com um estilo de jogo muito inspirado no “tiki taka” do Barcelona, a Fúria de Vicente del Bosque rugiu mais alto na África do Sul para levar o título da Copa do Mundo.

A geração da Espanha já havia começado a dar demonstrações de que seria uma seleção bastante competitiva dois anos antes, quando conquistou a Eurocopa de 2008 ao bater a Alemanha na final com um futebol vistoso. Algo que, no entanto, não se veria na Copa.

Na estreia, um motivo de preocupação. Após dominar a posse de bola, a Espanha parou na forte defesa da Suíça, que venceu a partida num contra-ataque rápido de Gelson Fernandes. A recuperação veio no jogo seguinte, quando a estrela de David Villa começou a brilhar. O atacante marcou os dois gols que garantiram a vitória sobre Honduras. Ele voltaria a marcar na vitória sobre o Chile por 2x1, que garantiu da equipe nas oitavas.

No mata-mata, a Espanha contava com placares apertados para avançar. Contra Paraguai, nas oitavas, e Portugal, nas quartas, a estrela de Villa seguia brilhando, anotando os únicos gols de cada partida. Na semifinal, um novo encontro em duelo decisivo contra a Alemanha. No entanto, dessa vez, coube ao zagueiro Puyol decidir o confronto com um gol de cabeça, colocando a Espanha em sua primeira final de Copa do Mundo.

O adversário da final seria a Holanda, o que já garantia um campeão inédito de Copa. Com isso, as duas equipes sentiram o nervosismo da partida, algo que refletiu no número de cartões: 12 amarelos e um vermelho, para o holandês Heitinga. Com os dois lados errando muito, o jogo só foi decidido no segundo tempo da prorrogação. Aos 11 minutos, Iniesta recebeu de Fabregas e tocou para o fundo do barbante. Um gol histórico e que finalmente colocou a Fúria no hall das seleções campeãs mundiais.

BRASIL CAI NAS QUARTAS

Por conta da empolgação generalizada na última Copa, o Brasil apostou em uma mudança de estilo para a seleção. Agora comandada por Dunga, a equipe praticava um futebol competitivo, que valorizava mais o resultado. Além disso, adotou um esquema de concentração mais rígido, sem as mesmas liberdades de 2006 para os jogadores. O estilo mais competitivo durou até as quartas, quando o Brasil caiu diante da Holanda. A equipe fez até um bom primeiro tempo, saindo na frente com Robinho. Mas, na etapa final, a equipe foi pressionada e acabou levando dois gols em falhas defensivas, simbolizadas pelo goleiro Júlio César e pelo volante Felipe Melo, dando adeus ao hexa.

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