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Laís Souza ganha camisa e vai ao amistoso da seleção

A atleta ficou tetraplégica depois de um acidente enquanto se preparava para as Olimpíadas de Inverno de Sochi

Karol Albuquerque
Karol Albuquerque
Publicado em 05/09/2014 às 14:53
Foto: Jackson Health System
A atleta ficou tetraplégica depois de um acidente enquanto se preparava para as Olimpíadas de Inverno de Sochi - Foto: Jackson Health System
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A atleta Laís Souza, que está em Miami, em processo de recuperação de uma lesão medular, recebeu uma camisa do Brasil das mãos do coordenador de seleções Gilmar Rinaldi, na manhã desta sexta-feira (5). Como retribuição, prometeu ir ao Estádio Sun Life para acompanhar o amistoso contra a Colômbia, às 22 horas (Brasília).

O encontro foi realizado na sede do Miami Project, instituto que faz parte da Universidade de Miami e realiza pesquisas para cura da paralisia. "Todos os jogadores da seleção estão apoiando a Laís em seu processo de recuperação", afirmou Gilmar Rinaldi. "Gosto muito de futebol e vou torcer bastante pelo Brasil", disse Laís. 

A atleta ficou tetraplégica depois de um acidente enquanto se preparava para as Olimpíadas de Inverno de Sochi. Ela deverá ser uma das primeiras pacientes a participar de novos tratamentos do Miami Project, onde espera também iniciar uma parceria. Depois de conseguir uma autorização especial do FDA, órgão de controle americano, iniciou um tratamento com células-tronco. 

Antônio Marttos, médico da Universidade de Miami, indicado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para acompanhar o caso, afirma que a expectativa é de que ela consiga recuperar algum tipo de movimento, principalmente nos membros superiores. "Ela usa a mentalidade de atleta em cada momento da recuperação, como conseguir se alimentar pela boca e falar mais alto, por exemplo" diz o médico brasileiro. "Mas não podemos ter ansiedade. Estamos falando de meses e anos", completou.

Laís mostrou bom humor durante a entrevista coletiva e revelou que cada pequena conquista é importante. "Tenho uma nova visão na cadeira de rodas. Cada pequeno avanço tem de ser comemorado. Meu objetivo no momento é movimentar os braços", disse a atleta.

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