O caso do torcedor do Sport Paulo Ricardo Gomes da Silva ganhou desfecho no final da tarde desta terça-feira. Isso porque o juiz José Júnior Florentino dos Anjos, da 32ª Vara Civel da Capital, decidiu a sentença para que o Santa Cruz e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) paguem indenização de R$ 500 mil para família do rubro-negro. O juiz levou em consideração os danos morais causados pelas entidades ao torcedor do Leão.
Além desse valor, as entidades serão obrigadas a pagar uma pensão de R$ 438,62 durante 39 anos. É o tempo que o torcedor,que morreu aos 26, completaria 65 anos.
A justiça determinou que as duas partes (Santa Cruz e CBF) dividam o pagamento dos R$ 500 mil, mas não disse como a divisão desse dinheiro deve ser feita. Santa e CBF podem se alinhar para a divisão do valor, não sendo necessário, obrigatoriamente, que o valor seja dividido de forma igualitária.
Paulo Ricardo, 26 anos, foi atingido por um vaso sanitário após o empate por 1x1 entre Santa Cruz e Paraná, válido pela Série B do Brasileiro, no dia 2 de maio de 2014. Ele não resistiu e faleceu na hora. O crime aconteceu durante o confronto entre torcidas organizadas de ambas as equipes. Apesar de Paulo Ricardo ser rubro-negro, ele estava no jogo torcendo pelo Paraná. Os estilhados da privada atingiram outros três torcedores, que ficaram feridos.
Um ano e quatro meses depois do crime no Arruda, os três torcedores que tinha confessado o crime foram julgados e condenados pelo juiz Jorge Luiz dos Santos Henrique. Everton Felipe Santiago Santana pegou 28 anos e 9 meses, Luiz Cabral de Araújo Neto ficará preso 25 anos e 7 meses e Walmir Pessoa Firmo Júnior pegou 22 anos e 6 meses de detenção.