MEMÓRIA

Amigos e campeões pelo Náutico em 2004

Rodolpho, Marco Antônio e Kuki se reencontraram no clube 12 anos depois

Leonardo Vasconcelos
Leonardo Vasconcelos
Publicado em 25/09/2016 às 9:00
Diego Nigro / JC Imagem
Rodolpho, Marco Antônio e Kuki se reencontraram no clube 12 anos depois - FOTO: Diego Nigro / JC Imagem
Leitura:

Três homens e um ano: 2004. Marco Antônio, Rodolpho e Kuki ficaram marcados na história do Náutico ao naquele ano conquistarem o Campeonato Pernambucano que é até hoje o último título do clube. Doze anos depois quis o destino que o trio se reencontrasse na equipe alvirrubra. O primeiro como meia titular, o segundo como goleiro reserva e o terceiro, ex-atacante, como auxiliar técnico. Mais do que uma taça para relembrar, o trio tem muita história pra contar daquele memorável feito e de uma amizade que resistiu ao tempo.

“Mesmo estando distante a gente nunca se perdeu do radar um do outro. Ficou uma grande amizade. Quando cheguei e reencontrei Rodolpho e Kuki, nessa nova função, para mim foi uma alegria imensa em saber que o que faz a gente estar aqui no Náutico são coisas como aquele título”, disse Marco Antônio, que foi o último a voltar neste mês já que Rodolpho retornou ano passado e Kuki permaneceu no clube após a aposentadoria. Bastou o Jornal do Commercio reunir os três para o assunto entre eles naturalmente ser um só: o Estadual de 2004.

Na época, o Pernambucano era dividido em dois turnos. O primeiro foi vencido pelo Santa Cruz com uma diferença de cinco pontos para o Náutico. O segundo quem levou foram os alvirrubros com vantagem de três pontos para os tricolores. Na final ainda mais equilíbrio. No primeiro jogo, a Cobra Coral surpreendeu ao ganhar por 1x0, com gol do meia Iranildo, em pleno Aflitos. Na partida decisiva, em um Arruda lotado com mais de 30 mil pessoas, o técnico Zé Teodoro colocou em campo uma equipe que entrou para a história: Nilson, Carlos Alberto, Lima, Batata, Marquinhos, Chicão, Luciano Totó, Marco Antônio, Almir Sergipe, Jorge Henrique e Kuki. 

“Cada um tinha suas qualidades e seu temperamento, mas eu acho que o símbolo da garra e da força realmente era Kuki, cara que era esquentado, mas esquentado para vencer o jogo, lutar dentro de campo”, lembrou Rodolpho. Não deu outra. Logo com dois minutos Batata abriu o placar, depois Jorge Henrique e Kuki ampliaram. “O pessoal sempre falava que a gente era um time de velhos no início e a gente conseguiu dar essa resposta para a gente mesmo. Na final, com três assistências do Marco Antônio, uma das peças principais daquele jogo, nós provamos do que éramos capaz”, recordou Kuki.

Contando que o passado pode inspirar o presente, eles apontaram as semelhanças do memorável time de 2004 para o atual. “Acho que o ponto em comum é a mescla de juventude e experiência. Hoje estou fazendo o outro papel, o que é o mais engraçado. Eu quando cheguei aqui tinha 19 anos. Hoje, o grupo tem jogadores na faixa de 30 anos, que é o meu caso, mas tem meninos novos desempenhando um papel fundamental. Espero que essa mescla possa dar tão certo quanto deu lá atrás”, resumiu Marco Antônio a esperança dele que é também a de todo alvirrubro.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias