Natação

Etiene: "A ficha ainda não caiu"

Nadadora conquistou três ouros, duas pratas e quatro recordes sul-americanos no Troféu José Finkel, em Guaratinguetá (SP)

Diego Toscano
Diego Toscano
Publicado em 05/09/2014 às 20:11
Divulgação/Satiro Sodré
Nadadora conquistou três ouros, duas pratas e quatro recordes sul-americanos no Troféu José Finkel, em Guaratinguetá (SP) - Divulgação/Satiro Sodré
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Ainda sem “cair a ficha” do grande momento protagonizado no Troféu José Finkel, Etiene Medeiros retornou ao Recife nesta sexta-feira (5). Com três ouros, duas pratas e quatro recordes sul-americanos quebrados, a pernambucana brilhou nas piscinas do Itaguará Country Clube, em Guaratinguetá (SP).

“Vejo que estou na minha melhor fase da carreira. Fiquei muito feliz de ter ganho medalhas nas cinco provas que disputei e de ter quebrado três marcas individuais e uma no revezamento. Me surpreendi em todos os momentos no Finkel, e ainda estou filtrando os resultados. A ficha vai demorar a cair”, afirmou a nadadora.

Com três meses para o Mundial de Piscina Curta, em Doha, no Catar, a nadadora terá uma bela dor de cabeça para resolver. Classificada em quatro provas individuais e podendo participar de até três revezamentos pelo Brasil, Etiene não conseguirá conciliar sete categorias e terá que decidir em quais vai nadar no Mundial, que acontecerá entre os dias 3 e 7 de dezembro.

“Como ainda tem muito tempo até lá, vou sentar com meu treinador para ver qual a melhor prova para nadar, levando em conta o ranking de cada categoria e as chances de trazer uma histórica medalha para a natação feminina”, explicou. 

Para faturar o seu primeiro pódio, Etiene deve mesmo focar na sua especialidade: os 50m costas. Na última quinta-feira (4), a pernambucana bateu duas vezes o recorde sul-americano da prova no José Finkel, cravando na final 26s41, a segunda melhor marca de 2014 na categoria, atrás apenas da húngara Katinka Hosszu (26s10).

Treinador da nadadora até 2012, Reynaldo Nikita já prevê voos altos para a ex-pupila: ultrapassar o feito de Joanna Maranhão, melhor brasileira colocada em uma Olimpíada. Em Atenas-2006, a pernambucana conquistou o quinto lugar nos 400m medley. “Para se ter uma ideia da importância das duas para o País, essa marca de Joanna e o quarto lugar de Etiene nos 50m costas, no Mundial do ano passado, são os dois melhores resultados da história da natação feminina do Brasil. Apesar de serem atletas com focos diferentes, Etiene ainda tem uma margem muito grande para melhorar. Acredito que ela vai conseguir resultados melhores que a própria Joanna”, ressaltou o treinador.

Porém, antes do Mundial, Etiene ainda tem uma parada dura: em novembro, participará da sétima e última etapa da Copa do Mundo de Natação, em Singapura.

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