INCLUSÃO SOCIAL

ABCC promove festival de artes marciais neste sábado

Festival irá homenagear fundador da ABCC e servirá para atrair apoiadores do projeto

Túlio Feitosa
Túlio Feitosa
Publicado em 07/11/2018 às 18:18
Foto: Houldine Nascimento/ABCC
Festival irá homenagear fundador da ABCC e servirá para atrair apoiadores do projeto - FOTO: Foto: Houldine Nascimento/ABCC
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Buscando atrair mais formas de captação de recursos, a Associação Beneficente Criança Cidadã (ABCC) promove o I Festival de Artes Marciais Nildo Nery dos Santos. O evento ocorre na manhã deste sábado, das 9h às 12h, na sede da associação, no Cordeiro, Zona Oeste do Recife. A iniciativa também faz parte de uma homenagem ao falecido desembargador e fundador da ABCC, Nildo Nery. O festival contará com cerca de 300 atletas, de seis a 14 anos, vindos de 10 projetos sociais ligados ao esporte no Grande Recife.

“Serão atividades lúdicas com o judô durante três horas, com medalha e lanche para todas as crianças que participarem”, ressaltou Marcos Melo, coordenador da área esportiva do Criança Cidadã. Além do judô, também vão ter disputas não competitivas nas modalidades caratê e taekwondo. As dez associações convidadas ganharão troféus pelo papel desempenhado na inclusão social. A associação conta com o apoio da Universo e da Federação de Esporte Escolar de Pernambuco para a realização do torneio.
Nomes como Kuki, Adriana Salazar, Magrão e um dos dirigentes do Santa Cruz, Felipe Rêgo Barros, são embaixadores do evento e estarão presentes.

ABCC

Fundada no biênio 2000-2001 por Nildo Nery, a Associação Beneficente Criança Cidadã ganhou destaque com a Orquestra Cidadã, fundada em 2006. Em 2014, foi implementado judô no projeto, no qual o professor Anderson Felipe ficou encarregado para treinar as crianças participantes.

Após bom retorno da associação em competições estaduais e dois títulos regionais em 2016 e 2017, a atual presidente da ABCC, Myrna Targino, viu a necessidade de aumentar os investimentos nas artes marciais.

“Em janeiro eu juntei outros dois professores para poder organizar a parte pedagógica da escolinhas, para que elas aprendam as coisas certas na idade certa”, explicou Marcos Melo.

O projeto, que tem capacidade de suportar 150 crianças, conta hoje com menos de 100. Um dos motivos é a evasão de alguns alunos por questões familiares. “Isso acontece, geralmente, no final do ano. Por algum motivo os pais precisam se mudar da comunidade, ir para outro lugar, e as crianças precisam ir juntas. É difícil, mas a gente pretende ocupar essas outras vagas e trabalhar com a capacidade máxima”, ressaltou Myrna. Além desses problemas familiares, têm as escolas de tempo integral.

“Geralmente, quem estuda de manhã, treina conosco à tarde e quem estuda pela tarde, treina de manhã”, elucidou Marcos. Segundo ele, já está sendo organizado um horário especial para quem estuda pela manhã e pela tarde.

O primeiro pré-requisito para se inscrever no projeto é morar na região do Cordeiro, além de estar bem na escola onde estuda. As inscrições para 2019 serão abertas no final de novembro.

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