CARREIRA

Fabiano Souza, o Chokito, se divide entre o futsal e a escolinha do PSG no Recife

Técnico acumulou títulos no futsal comandando Universo e Tigre

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Publicado em 22/12/2019 às 9:10
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Técnico acumulou títulos no futsal comandando Universo e Tigre - FOTO: Alexandre Gondim/JC Imagem
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“O grande tempero para mim é não se acomodar”. É assim que se define um dos grandes técnicos do futsal de Pernambuco. Mais conhecido como Chokito, aos 51 anos, Fabiano de Souza construiu uma carreira vitoriosa no esporte. Entre as hegemonias do Estado, ele marcou época comandando os times da Universo e Tigre, de Garanhuns. Como também acumulou passagens pelo Sport, Central, Náutico, Santa Cruz, primeira equipe filiada a Federação Pernambucana de Futsal que dirigiu no ano de 1991, e a seleção pernambucana.

Atualmente, Chokito não deixou o esporte de lado. No entanto, abriu novos caminhos. Além de treinar o time da Universo, ocupa o cargo de coordenador técnico da Academia do Paris Saint-Germain (PSG) no Recife e concilia com a função acadêmica de professor. Graduado em Educação Física e com especialização no futsal, Fabiano de Souza mantém a humildade e não esquece das referências profissionais.

“Ricardo de Castro Mascarenhas. É o nome da figura que tem um papel fundamental na minha vida. Foi o meu professor de Educação Física e da vida. Não só influenciou a mim como também os meus colegas. Tratava todo mundo com bastante respeito e foi com ele que encontrei um futsal mais organizado. Por meio dele que decidi ser um profissional da área esportiva. Esse foi o marco inicial”, destacou.

“Nos encontros da vida, tiveram outras pessoas importantes. O professor Cláudio José, Alexandre Julião, que no ponto de vista metodológico talvez tenha sido o mais importante e que levo para o meu trabalho. Berê, que é meu compadre e sou suspeito para falar, apesar de ser do handebol, é um cara que me chamou atenção pelas formas de treino e gestão. Assim como o irmão dele César. Não posso esquecer de Luís Cláudio, que me chamou pela primeira vez para integrar a seleção pernambucana como auxiliar e preparador físico”, completou.

Apesar do sucesso no futsal, o maior desejo de Chokito na sala de aula, nos campos e na quadras é espalhar conhecimento. Claro que todos os esportistas gostam de vencer, mas ao contrário do que muitos pensam, os títulos são consequências de conquistas diárias para o treinador. “Querer sempre buscar algo novo, conseguir e contribuir com as pessoas que estão em minha volta para deixar um legado e elas possam espalhar isso. Porque essa forma de pensar está dentro de mim. Eu sou um fruto disso”, explicou.

Fabiano de Souza revelou que a grande motivação sempre foi mudar a fama do futsal no Estado. E, claro, construir uma filosofia para o esporte. “Tentei fazer alguma coisa que de uma forma ou de outra gerasse uma identidade. E que não ficasse fechada apenas a ela. Sempre ouvi que as equipes pernambucanas jogaram como nunca, mas não venceram. Isso sempre me incomodou. Até mesmo para poder participar de uma competição maior”, salientou.

EXEMPLO

Para o presidente da Federação Pernambucana, Luís Cláudio, Chokito serve como exemplo para novos comandantes. A justificativa dele é que o técnico atingiu um grande nível profissional, e mesmo assim, não diminuiu a vontade de querer aprender. Nem mesmo mudou o jeito no dia a dia por conta da referência que se transformou no esporte.

“Chokito é uma figura que precisa ser respeitada. É um cara humilde que toda hora está buscando conhecimento. Tem uma facilidade grande em trocar experiencias. Essas grandes conquistas dele e servem como espelho para outros treinadores”, pontuou.

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