Arruda

Santa Cruz de luto com morte de Zezinho

Roupeiro chegou ao clube aos 16 anos e trabalhou durante 43 anos

Do JC Online
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Publicado em 07/02/2014 às 12:31
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O Santa Cruz está de luto em meio as comemorações dos seus 100 anos de fundação. José Freitas de Brito Filho, Zezinho, 63 anos, completados no último dia dois deste mês, roupeiro do clube por 43 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (7/2). A causa da morte foi falência multipla dos órgãos. O sepultamento está previsto para às 16h, no cemitério de Santo Amaro, nesta sexta. Nos últimos dias,  Zezinho esteve internado no Instituto do Fígado de Pernambuco, no Hospital Oswaldo Cruz. Ele deixa a esposa Tânia, cinco filhos e dois netos.

Ao saber da notícia, o presidente Antônio Luiz Neto reagiu com tristeza, pois Zezinho, além de um funcionário, era um amigo pessoal. "Eu perdi um amigo, convivi com Zezinho durante todos esses anos. Ele faz parte da história do clube. Nunca deixamos de visitá-lo durante esse período ao lado de Rodolfo Aguiar (ex-presidente). A situação era muito delicada. Todos os ex-presidentes estão enlutados, como os demais funcionários e atletas. Foi um funcionário exemplar e um grande tricolor. Ele tinha um amor profundo pelo Santa Cruz", declarou o presidente.

O presidente adiantou que será feita uma homenagem a Zezinho, domingo (9), na estreia do time no Campeonato Pernambuco, no Arruda, contra o Central. O nome dele será colocado nos uniformes dos jogadores.

Zezinho chegou ao clube aos 16 anos, e vivenciou grandes conquistas e também os momentos de crise. Durante os 43 anos esteve presente em 17 títulos conquistados pelo clube. Em uma das suas últimas entrevistas, confessou, que o momento mais triste foi a perda do hexacampeonato em 1974 para o Náutico. Mas também considerou a conquista do Campeonato Pernambucano de 1993 como a mais emocionante. O time virou o jogo diante do próprio Náutico, no Arruda, quando todos já davam o título como perdido.

O diretor de futebol Constantino Júnior, no seu twitter, lamentou a perda do Santa Cruz e da família. "Muito triste com a morte do nosso roupeiro Zezinho. Desde os tempos em que eu entrava de mascote tinha uma admiração pelo trabalho dele. Um diretor de futebol que não tem o roupeiro como seu confidente pouco sabe sobre o seu elenco", escreveu o dirigente.

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