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Brics ratificam agenda de cooperação sobre questões populacionais

Entre os maiores desafios estão em temas como mortalidade materna, aids e doenças sexualmente transmissíveis

Agência Brasil
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Publicado em 12/02/2015 às 23:15
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
Entre os maiores desafios estão em temas como mortalidade materna, aids e doenças sexualmente transmissíveis - FOTO: Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
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Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul - que juntos formam o acrônimo Brics - ratificaram hoje (12), em Brasília, uma agenda de trabalho para a cooperação sobre questões populacionais até 2020. De acordo com representantes dos governos dos cinco países, além de problemas populacionais comuns, eles também têm “bolsões de excelência” que podem ser úteis para resolver, de forma mais eficiente, algumas questões já superadas por nações do grupo.

Os maiores desafios estão em temas como mortalidade materna, aids e doenças sexualmente transmissíveis, migração rural-urbana e urbanização, envelhecimento e diferenças de gênero no mercado de trabalho. “Todos temos grandes desafios populacionais pela frente, e para vencê-los vamos precisar de políticas inovadoras e melhorar a qualidade das políticas que já temos”, afirmou o subsecretário de Ações Estratégicas da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros.

Segundo Barros, que também preside a Comissão Nacional de População e Desenvolvimento - órgão responsável por provocar ações ligados ao tema, por parte dos vários ministérios do governo -, o seminário de uma semana, envolvendo servidores públicos dos países-membros do Brics, e o encontro de ministros da área, na tarde de hoje, são o ponto máximo de discussões, visitas e intercâmbio, que serão cada vez mais constantes.

Paes Barros disse que o Brasil tem muito o que ensinar, e também aprender com seus parceiros do Brics. Na área de tratamento de aids, ressaltou que o país pode auxiliar muito a África do Sul, onde 20% da  população adulta padece da doença. Quanto ao processo de migração do campo para a cidade, o país já passou por etapas que China e Índia vivem atualmente, e pode compartilhar experiências. “Já na mortalidade materna, temos mais a aprender do que a ensinar, pois o país não vai cumprir a meta do milênio”, explicou. Já sobre o envelhecimento da população, ele salientou que todos buscam formas de melhor tratar a questão.

“Temos ampla gama de problemas que afetam nossas populações, como envelhecimento e ondas migratórias. Nosso trabalho deve buscar objetivos mútuos”, destacou o vice-ministro do Trabalho e de Proteção Social da Rússia, Sergey Velmyaykin, adiantando que o próximo seminário será em Moscou, uma vez que seu país assumirá, este ano, a presidência pró tempore do Brics.

O secretário do Ministério da Saúde e Planejamento Familiar da Índia disse que há várias áreas, como a de sua pasta, nas quais deve haver intercâmbio. Ele também destacou que em seu país apenas 30% da população vive na área urbana, e a perspectiva é que chegue a cerca de 90% nos próximos 70 anos, algo que já ocorreu no Brasil e pode ser estudado pela Índia. “Essa agenda de cooperação nos empoderá para avançarmos ainda mais”, adiantou.

O vice-ministro da Comissão Nacional de Saúde, Família e Planejamento da China, Wang Peilna, destacou a questão do envelhecimento nos países. “Temos 200 milhões de pessoas acima de 65 anos, e precisamos oferecer melhor qualidade de vida a elas”, disse.

Por fim, o conselheiro do Ministério do Desenvolvimento Social da África do Sul, Sipho Snezi, disse que qualquer estratégia que o grupo queira adotar deve ter os direitos humanos como princípio central, e ressaltou a importância da cooperação. “Não discutimos apenas problemas. Também identificamos bolsões de excelência em diversas áreas, e vamos continuar trabalhando”, enfatizou.

 

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