balanço geral

Infraero: País teve 396 voos atrasados e 186 cancelamentos entre meia-noite e 14h

O maior número de cancelamentos ao longo do dia foi verificado no aeroporto de Congonhas (SP), onde 46 movimentações deixaram de ocorrer

Do Estadão Conteúdo
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Publicado em 03/02/2016 às 18:00
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O maior número de cancelamentos ao longo do dia foi verificado no aeroporto de Congonhas (SP), onde 46 movimentações deixaram de ocorrer - FOTO: Foto: MARWAN NAAMANI/FP
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Após a paralisação de pilotos e comissários de voo em 12 aeroportos do País, entre 6h e 8h da manhã desta quarta-feira, 03, a Infraero contabiliza um número elevado de voos domésticos que foram cancelados ou que registraram algum tipo de atraso desde o início do dia. Segundo a Infraero, 1.145 voos domésticos estavam programados para serem realizados entre meia-noite e 14h Deste total, 186 foram cancelados (16,2%) e outros 396 (34,6%) sofreram atrasos. Entre 13h e 14h, a Infraero registrou 32 voos atrasados.

O maior número de cancelamentos ao longo do dia foi verificado no aeroporto de Congonhas (SP), onde 46 movimentações deixaram de ocorrer. Em relação aos atrasos, o aeroporto de Brasília (DF) foi o que registrou o maior número de ocorrências, com 55 casos

Entre os 32 atrasos verificados na última hora, o maior número de ocorrências está concentrado no aeroporto de Congonhas, com quatro casos. Em sequência, aparecem Brasília, Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO) e Recife (PE), com três voos atrasados, e Campinas (SP), Cuiabá (MT), Foz do Iguaçú (PR) e Santos Dumont (RJ), com dois casos. Os terminais de Altamira (PA), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Galeão (RJ) e Salvador (BA) possuem um voo atrasado cada.

Entre os voos internacionais, a Infraero contabiliza cinco atrasos desde o início do dia - dois em Brasília, um em Curitiba, um em Florianópolis e um no Galeão. Nenhum voo internacional foi cancelado hoje, segundo o levantamento da Infraero.

Os dados dizem respeito aos aeroportos da Rede Infraero e dos terminais de Brasília (DF), Campinas (SP) e Rio de Janeiro/Galeão (RJ), que foram concedidos à iniciativa privada. As informações dos aeroportos de Guarulhos (SP) e Confins (MG) não fazem parte do balanço da Infraero.

Segundo a GRU Airport, administradora do aeroporto de Guarulhos, entre meia-noite e duas da tarde de hoje estavam previstas 279 movimentações no terminal - desde o início do dia, quatro voos foram cancelados e outros 100 sofreram algum tipo de atraso.

Já a BH Airport, concessionária do terminal de Confins, possui dados atualizados até 11h30 - na ocasião, o aeroporto registrou 46 voos atrasados.

 

Paralisação

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) decidiu, em assembleia realizada nesta manhã, suspender a greve de pilotos e comissários de voo durante o período de carnaval. As paralisações, contudo, poderão ser retomadas a partir da sexta-feira da semana que vem, 12.

"Remarcamos a continuidade da greve para a sexta-feira da semana que vem, nos mesmos aeroportos e horários, para que nesse meio tempo possamos sentar com as empresas, sempre mediados pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) e pelo Ministério Público do Trabalho", disse o vice-presidente do SNA, Rodrigo Spader, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado

A paralisação de pilotos e comissários de voo ocorreu nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos, Santos Dumont, Galeão, Campinas, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza.

Segundo o vice-presidente do SNA, uma nova assembleia será realizada na quinta-feira da semana que vem, 11, para discutir eventuais novas propostas que sejam feitas pelas companhias aéreas. "Se aceitarmos uma nova proposta, a greve será suspensa" Caso as negociações não avancem, Spader destaca que a paralisação terá início no dia 12, se estendendo por tempo indeterminado, sempre no período entre 6h e 8h da manhã nos mesmos aeroportos.

Os trabalhadores do setor reivindicam reajuste salarial de 11% retroativo à data-base de primeiro de dezembro de 2015. A última proposta das empresas aéreas oferecia reajustes parcelados (3% em fevereiro de 2016, 2% em junho e 6% em novembro), sem serem retroativos.

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