RIO DE JANEIRO

Militantes fazem grafite para cobrir mensagens de ódio no Rio

Local que amanheceu pichado recebe frequentemente militantes para debates e atos contra o processo de impeachment

Lucas Moraes
Lucas Moraes
Publicado em 30/04/2016 às 17:53
Akemi Nitahara/ Agência Brasil
Local que amanheceu pichado recebe frequentemente militantes para debates e atos contra o processo de impeachment - Akemi Nitahara/ Agência Brasil
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As portas de estabelecimentos comerciais na Praça São Salvador, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio de Janeiro, amanheceram pichadas no dia 18 com mensagens de ódio relacionadas à homofobia e a partidos de esquerda.

 

O local recebe frequentemente militantes para debates e atos contra o processo de impeachment, promovidos pelo coletivo À Esquerda da Praça, que se mobilizou para transformar a pichação ofensiva em arte. O processo de impeachment teve a admissibilidade aprovada na Câmara dos Deputados no dia 17 deste mês e agora está sendo discutido no Senado.

A advogada Geórgia Mello, integrante do coletivo, disse que o grupo se sentiu agredido com a pichação e resolveu fazer uma intervenção artística, no estilo "faça arte, não faça ódio".

"Entramos em contato com o dono da papelaria, seu Luiz, e pedimos para fazer a intervenção. Ele ficou muito feliz e autorizou. Agora, os outros comerciantes viram o resultado e gostaram, então no próximo sábado [7] vamos continuar o trabalho em mais duas lojas".

O trabalho foi feito pela artista visual RafamoN. Ela disse que soube da agressão visual por meio de um amigo grafiteiro e veio voluntariamente contribuir.

"O Marcelo Joe me mandou a foto. Eu sou feminista e de esquerda, quando vi a pichação homofóbica e fascista, vim com o maior prazer".

A obra, feita na manhã deste sábado (30), foi batizada de Pedaladas do Amor.

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