ATAQUE

Polícia Federal prende grupo que planejava ataques terroristas durante a Rio-2016

Um grupo de jovens que havia jurado lealdade ao grupo Estado Islâmico e se preparava para comprar armas

Estadão Conteúdo e AFP
Estadão Conteúdo e AFP
Publicado em 21/07/2016 às 11:51
Foto: Divulgação
Um grupo de jovens que havia jurado lealdade ao grupo Estado Islâmico e se preparava para comprar armas - FOTO: Foto: Divulgação
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 21, a Operação Hashtag e prendeu 10 brasileiros suspeitos de compor uma célula terrorista internacional do Estado Islâmico, no País. Ao todo foram expedidos 12 mandados de prisão temporária por 30 dias podendo ser prorrogados por mais 30.

Segundo o ministro da Justiça Alexandre de Morais, integrantes do grupo que defendia uso de arma de táticas de guerrilha chegaram a entrar em contato com grupo terrorista Estado Islâmico na internet e também a tentar comprar metralhadoras no Paraguai.

O Estado Islâmico propõe a seus seguidores a atuar como “lobos solitários”, realizando ataques terroristas durante os Jogos Olímpicos. Entre os alvos sugeridos estariam as delegações e visitantes dos Estados Unidos, Inglaterra, França e Israel.

Uma ordem vinda do grupo terrorista, dizia para que os jovens iniciassem treinamento de artes marciais e de tiro entre esses integrantes do grupo suspeito

Informações obtidas, dentre outras, a partir das quebras de sigilo de dados e telefônicos, revelaram que os investigados defendiam a intolerância racial, de gênero e religiosa, e o uso de armas e táticas de guerrilha para alcançar seus objetivos.

As mensagens interceptadas revelaram também que o grupo chegou a comemorar o atentado em uma boate LBGT em Orlando, nos EUA.

Os artigos 3º e 5º da Lei 13.260, de 16 de março de 2016, que disciplina o terrorismo preveem como crime:

Art. 3º: "Promover, constituir, integrar ou prestar auxílio, pessoalmente ou por interposta pessoa, a organização terrorista" e art. 5º: Realizar atos preparatórios de terrorismo com o propósito inequívoco de consumar tal delito".

Para assegurar o êxito da Operação e eventual realização de novas fases, os nomes dos presos, sob custódia da Polícia Federal, não serão divulgados neste momento. O processo tramita em segredo de Justiça.

A Operação foi realizada por 130 policiais nos estados do Amazonas, Ceará, Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

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