TRAGÉDIA

Morre a 24ª vítima do desabamento de prédios na Muzema, no Rio

Adilma Ramos Rodrigues, de 35 anos, estava internada desde que foi resgatada dos escombros dos edifícios, que ruíram há dez dias

Amanda Azevedo
Amanda Azevedo
Publicado em 22/04/2019 às 21:21
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Foto: CARL DE SOUZA / AFP
Adilma Ramos Rodrigues, de 35 anos, estava internada desde que foi resgatada dos escombros dos edifícios, que ruíram há dez dias - FOTO: Foto: CARL DE SOUZA / AFP
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Morreu na manhã desta segunda-feira (22), a 24ª vítima do desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, no Itanhangá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Adilma Ramos Rodrigues, de 35 anos, estava internada desde que foi resgatada dos escombros dos edifícios, que ruíram há dez dias.

Adilma estava internada no Hospital Unimed-Rio, na Barra da Tijuca, zona oeste, onde morreu no início da manhã desta segunda O hospital informou que ela chegou transferida à unidade na última quinta-feira, dia 18, após ser vítima de politraumatismo e sofrer uma parada cardíaca em outro hospital. Adilma estava sedada e respirava por ajuda de aparelhos, mas acabou morrendo às 4h40, por complicações decorrentes de uma infecção.

O marido dela, o pastor Cláudio José de Oliveira Rodrigues, de 40 anos, também morreu na tragédia. O casal deixa uma filha, Clara, de 10 anos, que foi resgatada dos escombros com ferimentos leves.

O desabamento dos edifícios deixou 24 mortos. O Corpo de Bombeiros resgatou no domingo, 21, o corpo da última pessoa que ainda estava desaparecida sob os escombros, Juliana Martins de Souza, de 28 anos. Com as buscas encerradas, os bombeiros terminaram o trabalho no local.

Demolições

A Prefeitura do Rio se prepara agora para demolir pelo menos três edifícios que ficam no entorno daqueles que desabaram. O número de prédios que podem ser condenados, porém, pode aumentar Agentes da Defesa Civil atuam no local para fazer inspeções e orientar as demolições necessárias.

Desde sexta-feira, 19, a Polícia Civil procura três pessoas apontadas como responsáveis pelos edifícios que ruíram. São considerados foragidos José Bezerra de Lima, conhecido como Zé do Rolo, responsável pela construção dos edifícios, e Renato Siqueira Ribeiro e Rafael Gomes da Costa, que atuavam como vendedores. Eles respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

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