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Rabino Henry Sobel morre aos 75 anos em Miami

O rabino teve forte atuação na ditadura militar pelo esclarecimento da morte de Vladimir Herzog, não aceitando a versão oficial de que o jornalista teria cometido suicídio e autorizando que o ex-diretor da TV Cultura fosse sepultado no Cemitério Israelita do Butantã

Elton Ponce
Elton Ponce
Publicado em 22/11/2019 às 11:35
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Foto: Reprodução/Federação Israelita do Estado de São Paulo
O rabino teve forte atuação na ditadura militar pelo esclarecimento da morte de Vladimir Herzog, não aceitando a versão oficial de que o jornalista teria cometido suicídio e autorizando que o ex-diretor da TV Cultura fosse sepultado no Cemitério Israelita do Butantã - FOTO: Foto: Reprodução/Federação Israelita do Estado de São Paulo
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O rabino Henry Sobel, de 75 anos, morreu na manhã desta sexta-feira, 22, em Miami, nos Estados Unidos. Rabino emérito da Congregação Israelita Paulista (CIP), Sobel destacou-se como uma "voz firme em defesa dos direitos humanos no Brasil", como destaca nota divulgada pela família.

Sobel morreu em decorrência de complicações causadas por um câncer. O sepultamento será realizado no próximo domingo, 24, no Woodbridge Memorial Gardens, em Nova Jersey.

O rabino teve forte atuação na ditadura militar pelo esclarecimento da morte de Vladimir Herzog, não aceitando a versão oficial de que o jornalista teria cometido suicídio e autorizando que o ex-diretor da TV Cultura fosse sepultado no Cemitério Israelita do Butantã, seguindo os ritos judaicos. Junto a D. Paulo Evaristo Arns e ao reverendo James Wright, Sobel celebrou um ofício inter-religioso em homenagem ao jornalista, de origem judia, em 23 de outubro de 1975.

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