CRISE MUNDIAL

Bolsonaro diz que retaliação do Irã após ataque de Trump seria 'suicídio'

O presidente ainda defendeu o mandatário americano: 'Acho que o Trump não está fazendo campanha política em cima disso, não'

Marcelo Aprigio
Marcelo Aprigio
Publicado em 04/01/2020 às 8:14
Notícia
Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
FOTO: Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
Leitura:

O presidente Jair Bolsonaro minimizou nessa sexta-feira (3) o aumento das tensões entre Irã e EUA e seus efeitos de longo prazo sobre o preço do petróleo. Em entrevista à TV Bandeirantes, o presidente afirmou acreditar que os iranianos "dificilmente" vão retaliar os americanos após a morte do general Qassim Suleimani. Bolsonaro disse ainda que Irã e Brasil mantêm conversas sobre exportação de alimentos, mas destacou que "países que dão cobertura a terroristas ficam cada vez mais para trás".

Leia também: EUA, Irã e Iraque: entenda os eventos recentes que culminaram em ataque ordenado por Trump

O presidente afirmou desconhecer o poder bélico do Irã, mas acredita que o país não responderá: "É suicida da parte deles", disse. Bolsonaro também avaliou que, em um conflito militar, "perde o mundo todo" e defendeu que o posicionamento do Brasil seja "pacífico". "Afinal de contas, nós não temos forças armadas nucleares, como alguns países têm." Bolsonaro defendeu o presidente americano, Donald Trump: "Acho que o Trump não está fazendo campanha política em cima disso, não. Quando o Bin Laden deixou de existir se aventou essa possibilidade, mas o americano tem uma linha muito séria no tocante ao combate ao terrorismo".

Apoio à "luta contra o flagelo do terrorismo"

Em nota, o Itamaraty apoiou nessa sexta a noite a "luta contra o flagelo do terrorismo". O comunicado não menciona o nome do comandante militar morto na ação e diz que o Brasil está "pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada".

Foto: ATTA KENARE / AFP
Iranianos choram durante protesto contra a morte de Qasem Soleimani - Foto: ATTA KENARE / AFP
Foto: Aamir QURESHI / AFP
No Paquistão, protestantes queimam a bandeira dos Estados Unidos - Foto: Aamir QURESHI / AFP
Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
Na Índia, protestante segura imagem do presidente iraniano Hassan Rouhani em ato contra os EUA - Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
Foto: ATTA KENARE / AFP
Mulheres iranianas participam de protesto contra 'crimes americanos' no Teerã - Foto: ATTA KENARE / AFP
Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
- Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP
Bandeira dos Estados Unidos posta no chão para os carros passarem em Bagdá, capital do Iraque - Foto: AHMAD AL-RUBAYE / AFP
Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
No cartaz, o poderoso general Qasem Soleimani, morto em bombardeio dos Estados Unidos nessa quinta - Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
Protesto na Índia, Ásia - Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP
Protestantes seguram cartazes contra EUA e Israel após ataque que provocou morte do general iraniano - Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP

A Embaixada do Brasil em Bagdá recomendou nessa sexta que não sejam feitas viagens ao país em razão do "quadro de incertezas e especulações" após o ataque.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias