armamento

Reforço de controle na venda de armas nos Estados Unidos supera obstáculo

Atualmente, para as vendas em uma loja especializada, a lei federal exige a verificação da identidade do comprador e dos antecedentes judiciais em uma base central do FBI

Da AFP
Cadastrado por
Da AFP
Publicado em 12/03/2013 às 15:46
Leitura:

WASHINGTON - Uma comissão do Senado dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (12) a realização de verificações dos antecedentes judiciais de compradores de armas em feiras especializadas e na internet, para preencher uma grande lacuna que envolve 40% da venda de armas de fogo no país.

A comissão de Justiça, controlada pelos democratas, trabalha há semanas na adequação legislativa de grandes reformas anunciadas pelo presidente Barack Obama após o massacre em uma escola de Newtown no dia 14 de dezembro em Connecticut (nordeste), no qual morreram 20 crianças e seis adultos.

Todos os democratas votaram nesta terça-feira a favor de reforçar as verificações de identidade, mas a oposição em bloco dos republicanos é um sinal de que ainda se está longe de um consenso em torno de uma medida que representa até agora a maior esperança de reforma.

Atualmente, para as vendas em uma loja especializada, a lei federal exige a verificação da identidade do comprador e dos antecedentes judiciais em uma base central do FBI, na qual estão registrados os criminosos e os doentes mentais.

Mas as vendas "privadas", na internet e nas cerca de 2 a 5 mil feiras de armas que ocorrem todos os anos nos Estados Unidos, não estão incluídas na lei, o que representa 40% do total.

A medida exigiria a consulta obrigatória da base de dados em 100% dos casos.

O autor do texto, Charles Schumer, não conseguiu chegar a um acordo com a oposição, mas indicou que ainda esperava negociar com a esperança de uma adoção pelo Senado, onde os 55 democratas deverão obter o apoio de cinco republicanos para conseguir a maioria exigida de 60 votos sobre 100.

A batalha continuará na Câmara de Representantes, controlada pelos republicanos.

Mas os republicanos disseram que a medida não impediria os criminosos de conseguir armas. "Comprarão armas através de outra pessoa ou as roubarão", argumentou o senador Charles Grassley nesta terça-feira.

Últimas notícias