Estado Islâmico

Exército iraquiano mata braço direito do líder do Estado Islâmico

Bombardeios na província de Nínive foram feitos ''com base em dados precisos de Inteligência''

Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 05/09/2014 às 7:05
Leitura:

O braço direito do líder do Estado Islâmico (EI) foi morto nesta quinta-feira em um ataque aéreo do Exército iraquiano no norte do país, anunciou o chefe do Estado-Maior, general Babaker Zebari.

"Aviões iraquianos realizaram hoje" (quinta-feira) uma operação que causou a morte do braço direito de Abu Bakr al-Baghdadi. Ele era conhecido como Abu Hajr al-Suri", disse o general Zebari à AFP.

Zebari acrescentou que os bombardeios na província de Nínive foram feitos "com base em dados precisos de Inteligência".

Até o momento, não há confirmação de fontes independentes sobre a morte do chefe jihadista, devido ao fato de o setor onde ocorreu o ataque, situado entre Mossul (capital de Nínive) e Tal Afar, não ser controlado pelo Exército iraquiano.

O Estado Islâmico, que assumiu o controle de várias regiões sírias, ocupou amplas faixas do território iraquiano desde o início de sua ofensiva, em 9 de junho.

Seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou em junho um califado entre a Síria e o Iraque.

Diante da situação de terror que impera na região com as ações do EI, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs na quarta-feira criar uma coalizão internacional para "destruir" o EI.

A expansão do EI também alarma o Oriente Médio. Em meio ao caos pós-eleitoral no Iraque, o Irã retirou seu apoio ao então primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki. A ascensão do EI no país é atribuída ao sectarismo de seu governo.

Nesta quinta-feira, o Pentágono anunciou que cerca de 100 cidadãos americanos lutam junto com diversos grupos jihadistas na região.

Os Estados Unidos estão preocupados com a presença de estrangeiros nas fileiras desses grupos, especialmente pelo que significa o regresso para seus países de origem para organizar células terroristas.

No final de setembro, haverá uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, com a participação de Obama, dedicada a avaliar a presença desses ocidentais na zona.

A essa situação, soma-se a indignação mundial com a decapitação dos jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff, sequestrados na Síria e executados por extremistas. Na Flórida, estado de Sotloff, as bandeiras dos EUA e do estado serão deixadas a meio pau até sexta-feira, em sua homenagem.

Newsletters

Ver todas

Fique por dentro de tudo que acontece. Assine grátis as nossas Newsletters.

Últimas notícias