referendo

Presidente do Governo espanhol pede diálogo à Catalunha

Os partidos favoráveis à consulta separatista na Catalunha, reunidos com o presidente regional Artur Mas, acertaram na sexta-feira que manterão a convocação para 9 de novembro, apesar da suspensão da votação pelo Tribunal Constitucional espanhol

Da AFP
Da AFP
Publicado em 04/10/2014 às 17:20
Foto: AFP
Os partidos favoráveis à consulta separatista na Catalunha, reunidos com o presidente regional Artur Mas, acertaram na sexta-feira que manterão a convocação para 9 de novembro, apesar da suspensão da votação pelo Tribunal Constitucional espanhol - FOTO: Foto: AFP
Leitura:

O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, pediu à Catalunha neste sábado (4) para dialogar e continuarem juntos, um dia depois que a região anunciou sua intenção de manter o referendo sobre a independência em 9 de novembro, apesar de ter sido declarado ilegal.

"A lei e o diálogo, essas são a saída para esta situação na Catalunha", afirmou o conservador Mariano Rajoy ante membros do Partido Popular, privilegiando, aparentemente, a calma ante o desafio desta poderosa região do país.

"Quero que continuemos juntos", afirmou, destacando, no entanto, que "ninguém está acima da lei".

Os partidos favoráveis à consulta separatista na Catalunha, reunidos com o presidente regional Artur Mas, acertaram na sexta-feira que manterão a convocação para 9 de novembro, apesar da suspensão da votação pelo Tribunal Constitucional espanhol.

O governo da Catalunha também publicou oficialmente na sexta-feira o decreto de criação da comissão de controle da consulta independentista impugnada pelo governo espanhol, em um desafio à suspensão cautelar da votação determinada pelo TC.

O governo espanhol imediatamente anunciou que vai impugnar ante o TC a criação da junta, alegando descumprimento da lei, segundo a vice-presidente do governo, Soraya Saenz de Santamaría.

Os parlamentares desta região do nordeste da Espanha aprovaram na quarta-feira a criação da comissão por 86 votos a favor e 48 abstenções dos partidos contrários à consulta.

Os partidos contrários alegaram que a decisão parlamentar representava um desacato da sentença do Tribunal Constitucional espanhol de suspender a lei e o decreto de convocação da consulta, enquanto a justiça examina a questão.

Região de 7,5 milhões de habitantes e com 20% da renda espanhola, a Catalunha está em conflito com Madri há vários anos. O governo espanhol afirma que os catalães não têm o direito de decidir unilateralmente seu futuro e rejeita a consulta sobre a independência convocada para 9 de novembro.

O jornalismo profissional precisa do seu suporte. Assine o JC e tenha acesso a conteúdos exclusivos, prestação de serviço, fiscalização efetiva do poder público e muito mais.

Apoie o JC

Últimas notícias