Síria

Estado Islâmico fecha o cerco contra a cidade de Kobani

A autoridade curda Ismet Sheikh Hasan disse que os conflitos tinham como foco as partes sul e leste da região

Carolina Sá Leitão
Carolina Sá Leitão
Publicado em 11/10/2014 às 10:11
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Combatentes curdos tentam defender a cidade síria de Kobani, na fronteira com a Turquia, mas sofrem para conter os avanços do grupo Estado Islâmico, que ataca em duas frentes e se aproxima cada vez mais, afirmaram ativistas sírios e autoridades do Curdistão neste sábado.

Na sexta-feira (10), os militantes invadiram o chamado quartel de segurança curdo - uma área no leste da cidade na qual os combatentes do Curdistão mantêm sedes das forças de segurança e onde o departamento de polícia, a prefeitura e outros gabinetes do governo local ficam localizados.

A autoridade curda Ismet Sheikh Hasan disse que os conflitos tinham como foco as partes sul e leste da região. Ele afirmou que a situação no local era terrível e pediu ajuda internacional. "Nós estamos defendendo a cidade, mas temos apenas armas simples e eles têm armas pesadas", acrescentou ele. "Eles não estão cercados e podem se mover facilmente".

O confronto por Kobani continua violento apesar das mais de duas semanas de ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos contra os militantes em volta da cidade. As ofensivas, que tem como objetivo fazer o Estado Islâmico recuar, parecem ter tido pouco efeito para conter o avanço dos extremistas na região.

Hasan disse que os ataques aéreos não foram eficientes e pediu que a comunidade internacional e as Nações Unidas intervenham, prevendo um massacre se a cidade de Kobani for invadida pelos militantes. Ele também pediu que a Turquia abra um corredor que permita a saída de civis e o fluxo de armamentos para a cidade.

Desde que a ofensiva do grupo Estado Islâmico contra Kobani começou, ao menos 500 pessoas foram mortas e mais de 200 mil foram obrigadas a fugir para a Turquia. Segundo Hasan, os turcos estavam permitindo, agora, apenas a entrada de civis feridos.

Rami Abdurrahman, diretor do Observatório Sírio para Direitos Humanos - organização com sede no Reino Unido -, confirmou que os combatentes curdos na cidade estavam "resistindo a um combate duro", mas possuíam armamentos muito inferiores aos dos militantes. Fonte: Associated Press.

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