oriente médio

Nova ofensiva curda tem Estado Islâmico como alvo

A coalizão liderada pelos Estados Unidos tem como objetivo atacar o Estado Islâmico no Iraque e na Síria

Karol Albuquerque
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Karol Albuquerque
Publicado em 19/11/2014 às 17:46
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As forças curdas peshmerga lançaram uma nova ofensiva nesta quarta-feira (19), tendo como alvo extremistas do grupo Estado Islâmico no Iraque nas províncias de Diyala e Kirkuk, tomadas pelos extremistas em agosto, quando um terço do território iraquiano passou para o controle dos extremistas, disse Jaber Yawer, porta-voz das forças curdas. 

Em Diyala, as forças peshmerga trabalham em conjunto com forças de segurança iraquianas para a retomada das cidades de Saadiya e Jalula, disse Yawer. Em Kirkuk, as forças curdas apoiadas por ataques aéreos norte-americanos, lançaram ataques para retomar o território perto da cidade de Kharbaroot, que fica a 35 quilômetros a oeste de Kirkuk. 

A ofensiva teve início no dia em que um suicida jogou um carro cheio de explosivos no coração de Irbil, matando pelo menos cinco pessoas. Nenhum grupo havia assumido a responsabilidade pelo ataque na capital da região semiautônoma curda, embora as autoridades suspeitem do Estado Islâmico. O grupo também é suspeito nos casos de três ataques com bombas em Bagdá que deixaram pelo menos dez mortos e cerca de 30 feridos. 

A coalizão liderada pelos Estados Unidos tem como objetivo atacar o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, auxiliando os rebeldes sírios (apoiados pelo Ocidente), os combatentes curdos e o Exército iraquiano. Os ataques ajudaram a conter o avanço dos extremistas na cidade síria de Kobani, na fronteira com a Turquia, assim como permitiu que as forças iraquianas avançassem nos últimos dias. 

Na terça-feira, os curdos capturaram seis prédios em Kobani que eram controlados por militantes do Estado Islâmico e confiscaram uma grande quantidade de armas e munições, informou o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo cuja sede fica em Londres. 

Embora a Turquia tenha previamente apoiado os rebeldes sírios que tentam derrubar o presidente Bashar Assad, seu governo tem hesitado em ajudar Kobani por temer que a medida possa alimentar as ambições curdas por um Estado independente. Nesta quarta-feira, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que nenhum acordo havia sido finalizado para que seu país treine rebeldes sírios para combater os extremistas. 

"Se falarmos apenas sobre treinamento e fornecimento de equipamentos, estaríamos mentindo para nós mesmos", disse Erdogan, reiterando que a queda de Assad também deve ser uma prioridade. 

O Estado Islâmico declarou a criação de um califado em áreas sob seu controle no Iraque e na Síria, onde governa sob uma rígida interpretação da lei da Sharia. O grupo tem realizado assassinatos em massa e atacado forças de segurança do governo e minorias étnicas, além de divulgar, em vídeo, o assassinato de prisioneiros. O último deles foi divulgado no domingo e mostra imagens da decapitação do norte-americano Peter Kassig.

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