SAÚDE

Estado de saúde de enfermeira britânica com ebola é crítico

Pauline Cafferkey viajou a Serra Leoa, onde contraiu a doença, para trabalhar como voluntária

Da AFP
Da AFP
Publicado em 03/01/2015 às 15:22
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A enfermeira britânica que contraiu o vírus ebola em Serra Leoa e foi internada em seu país está em estado crítico, informou o hospital neste sábado (3). 

"O hospital Royal Free London lamenta anunciar que a condição de Pauline Cafferkey piorou gradativamente nos últimos dois dias, e, agora, é crítica", anunciou o hospital.

Na última quarta-feira, os médicos haviam informado que a escocesa, 39, sentou-se na cama, leu e conversou com funcionários na área de isolamento em que permanece.

Pauline, que trabalhava em Serra Leoa para a organização Save the Children, aceitou receber plasma de um sobrevivente da febre hemorrágica, além de se submeter a um tratamento experimental. Mas a equipe médica não conseguiu o composto ZMapp, droga experimental com a qual o enfermeiro britânico William Pooley conseguiu superar a doença, que está em falta.

Neste sentido, Michael Jacobs, especialista em doenças infecciosas que trabalha como consultor no hospital, havia advertido que "o ebola tem uma evolução muito variável, e os próximos dias serão críticos".

Pauline trabalha para o Serviço Nacional de Saúde da Escócia e viajou a Serra Leoa como voluntária, para trabalhar como enfermeira num centro britânico em Kerry Town, onde contraiu a doença. A premier da Escócia, Nicola Sturgeon, expressou solidariedade a Pauline e à sua família: "Gostaria de agradecer a todos os profissionais sanitários que participam do tratamento de Pauline, que continuam mostrando uma dedicação imensa e perícia", disse.

PASSAGEIROS IDENTIFICADOS

Pauline é a segunda pessoa a receber tratamento contra o ebola na Grã-Bretanha, depois que Pooley foi internado, recuperou-se e decidiu retornar a Serra Leoa. A enfermeira foi diagnosticada em Glasgow, em 29 de dezembro, após deixar Serra Leoa com escala em Casablanca, Marrocos, e no aeroporto de Heathrow, em Londres, onde o controle de temperatura deu resultado normal.

Autoridades informaram que foram identificados todos os passageiros que estavam nos mesmos aviões em que a enfermeira viajou e que se encontram na Grã-Bretanha. Após seus testes terem dado positivo, Pauline foi transferida para o Royal Free, único centro britânico com unidade de isolamento para pacientes com ebola.

Segundo o balanço mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença provocou 7.890 mortes, em um total de 20.206 casos registrados.

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