Argentina

Parlamento argentino tentar converter em lei reforma da central de espiões

Kirchner enviou a reforma ao Congresso depois da morte do promotor Alberto Nisman, cujo corpo foi encontrado em seu apartamento com um tiro na cabeça

Da AFP
Da AFP
Publicado em 25/02/2015 às 13:08
Foto: Presidencia da Argentina
Kirchner enviou a reforma ao Congresso depois da morte do promotor Alberto Nisman, cujo corpo foi encontrado em seu apartamento com um tiro na cabeça - FOTO: Foto: Presidencia da Argentina
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O Congresso argentino tentará converter em lei nesta quarta-feira (25) a reforma do serviço de inteligência promovida pelo governo de Cristina Kirchner depois da morte do promotor que denunciou o envolvimento da presidente em um caso que atinge em cheio a central de espionagem do país.

Kirchner enviou a reforma ao Congresso depois da morte do promotor Alberto Nisman, cujo corpo foi encontrado em seu apartamento com um tiro na cabeça, em 18 de janeiro.

Nisman investigava há uma década o atentado contra a mutual judaica AMIA, em 1994, que deixou 85 mortos em Buenos Aires, e sua morte aconteceu quatro dias depois de denunciar a presidente Kirchner e o chanceler Héctor Timerman de acobertar autoridades iranianas suspeitas de envolvimento no ataque.

A reforma dos serviços de inteligência argentinos é reclamada pela maioria da oposição, mas a iniciativa da presidente foi amplamente criticada por seus detratores, que consideram que assim ela pretende deviar o eixo do debate depois da morte de Nisman.

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