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Presidente da Indonésia defende pena de morte para estrangeiros condenados por tráfico

Família di brasileiro Rodrigo Gularte, preso na Indonésia desde 2004, tenta provar às autoridades que sofre de esquizofrenia para evitar o fuzilamento

Da AFP
Da AFP
Publicado em 07/03/2015 às 12:06
Foto: AFP
Família di brasileiro Rodrigo Gularte, preso na Indonésia desde 2004, tenta provar às autoridades que sofre de esquizofrenia para evitar o fuzilamento - FOTO: Foto: AFP
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O presidente da Indonésia, Joko Widodo, justificou neste sábado (7) sua decisão de manter a pena de morte aos estrangeiros condenados por tráfico de drogas, entres eles o brasileiro Rodrigo Gularte, convidando os críticos a levar em conta os prejuízos causados pelas drogas em seu país.

"Não prestem unicamente atenção aos traficantes, mas também ao impacto do tráfico de drogas", declarou o presidente à Al-Jazeera sobre a execução considerada iminente de dois australianos, apesar dos protestos de Canberra.

Os australianos Andrew Chan e Myuran Sukumaran, condenados à pena capital em 2006 por comandarem uma rede de tráfico de heroína entre Indonésia e Austrália, foram transferidos na quarta-feira para a ilha de Nusakambangan, o que significa que a execução é iminente.

Os dois australianos estão entre os 10 condenados à morte que serão fuzilados em breve, um grupo que inclui réus do Brasil, França, Filipinas, Nigéria e Gana.

"Visitem, por favor, os centros de desintoxicação, onde (os viciados) gritam por causa de seu vício. Temos que ver as coisas de ambos os lados", acrescentou Widodo, observando que 4,5 milhões de indonésios devem receber tratamento contra o vício.

Assim como a Austrália, Brasil e França intensificaram a pressão sobre Jacarta. Paris convocou o embaixador da Indonésia na França em 17 de fevereiro e a presidente Dilma Rousseff não recebeu as credenciais do embaixador indonésio.

O brasileiro Rodrigo Gularte, de 42 anos, condenado à morte por entrar no país com seis quilos de cocaína escondidos em pranchas de surf, está preso na Indonésia desde 2004 e sua família tenta provar às autoridades que sofre de esquizofrenia para evitar o fuzilamento, com a transferência para um centro psiquiátrico.

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