Dívida

Grécia paga ao FMI em abril, mas a incerteza prossegue

A dívida que falta pagar inclui um pouco menos de 400 milhões de euros de juros e 2,4 bilhões de euros em letras do Tesouro a seis e três meses

Da AFP
Da AFP
Publicado em 09/04/2015 às 13:24
Foto: ARIS MESSINIS / AFP
A dívida que falta pagar inclui um pouco menos de 400 milhões de euros de juros e 2,4 bilhões de euros em letras do Tesouro a seis e três meses - FOTO: Foto: ARIS MESSINIS / AFP
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Após vários dias de suspense, a Grécia pagou nesta quinta-feira (9) os 459 milhões de euros correspondentes a abril ao FMI, mas a incerteza sobre a capacidade de Atenas pagar as dívidas a partir de maio prossegue, ante a falta de acordo com os credores.

Em Moscou, o primeiro-ministro Alexis Tsipras fez um apelo por um "compromisso honesto", que reabra para a Grécia o acesso aos empréstimos da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional. 

Tsipras afirmou que sua prioridade continua sendo chegar a um acordo com a UE e manter a Grécia dentro da Eurozona. 

"O objetivo do governo é que a Grécia permaneça no euro. Permanecer na eurozona. Consideramos que este problema que enfrentamos é um problema comum europeu e, por esta razão, buscamos uma solução conjunta a nível europeu", disse o chefe de Governo.

Na quarta-feira, o Banco da Grécia recebeu a ordem de pagamento de 459 milhões de euros do FMI, que foi efetuada nesta quinta-feira. O pagamento será oficializado durante a tarde, quando o FMI iniciar o expediente em Washington, afirmou à AFP uma fonte que conhece os detalhes da transação.

"É impossível que a Grécia não cumpra os pagamentos da dívida este mês", disse a fonte.

A dívida que falta pagar inclui um pouco menos de 400 milhões de euros de juros e 2,4 bilhões de euros em letras do Tesouro a seis e três meses, com vencimentos em 14 e 17 de abril.

A Agência Grega da Dívida (PDMA) conseguiu emitir na quarta-feira 1,14 bilhão de euros em títulos a seis meses, em sua maioria com bancos e investidores gregos.

A Grécia, que registrou uma queda ainda maior de recursos desde a chegada ao poder, em janeiro, do partido de esquerda radical Syriza, espera desde agosto do ano passado um empréstimo de 7,2 bilhões de euros.

Esta é a última parcela da injeção de 240 bilhões de euros que a UE e o FMI começaram a repassar ao país em 2010, em troca de reformas drásticas.

Mas a questão da falta de pagamento ainda pesa sobre o país, já que em maio tem que pagar 760 milhões de euros ao FMI, garantir 320 milhões de euros em juros e renovar 2,8 bilhões de euros em títulos do Tesouro.

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