Diplomacia

Professores pedem ao Japão que admita responsabilidade por escravas sexuais

Sociedades universitárias denunciam a 'escravidão sexual' que vitimou estas mulheres nos bordéis do exército imperial nipônico

Da AFP
Da AFP
Publicado em 26/05/2015 às 8:10
Foto: KAZUHIRO NOGI / AFP
Sociedades universitárias denunciam a 'escravidão sexual' que vitimou estas mulheres nos bordéis do exército imperial nipônico - FOTO: Foto: KAZUHIRO NOGI / AFP
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Professores universitários do Japão pediram ao governo do primeiro-ministro Shinzo Abe que reconheça a responsabilidade do país na exploração das "mulheres conforto", as milhares de asiáticas obrigadas a prostituir-se nos bordéis do exército imperial nipônico. 

Em um comunicado, 16 sociedades universitárias, incluindo a Sociedade de História do Japão, denunciam a "escravidão sexual" que vitimou estas mulheres, em sua maioria coreanas, e pediram ao governo que assuma "honestamente" a responsabilidade. 

No início do mês, quase 200 professores universitários, em sua maioria americanos, publicaram uma carta aberta no mesmo sentido, com um pedido para que Tóquio admita os erros do passado colonial e militarista por ocasião do aniversário de 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial.  "Aquelas que se converteram em 'mulheres conforto' foram vítimas de uma violência intolerável como escravas sexuais", afirma o comunicado dos professores japoneses.

"Ao continuar adotando uma atitude irresponsável que consiste em negar a existência de escravidão sexual dentro do exército japonês durante a guerra, alguns políticos e uma parte da imprensa estão enviando ao restante do mundo a mensagem de que o Japão não respeita os direitos humanos", lamentam os docentes. 

No comunicado, os professores pedem às partes envolvidas que "enfrentem com honestidade as lesões infligidas pelo Japão no passado, assim como às vítimas". 

O primeiro-ministro japonês, o conservador Shinzo Abe, repetiu recentemente no Congresso americano os "profundos remorsos" do país por seu passado militarista na Ásia, mas sem pronunciar o pedido de desculpas esperado por chineses e coreanos. 

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