diplomacia

Obama volta a pedir ao Congresso que levante o embargo contra Cuba

Há exatamente um ano, depois de um período de contatos secretos, Obama e Raúl Castro anunciaram um histórico processo de diálogo

Larissa Alves
Larissa Alves
Publicado em 17/12/2015 às 17:00
Foto: AFP
Há exatamente um ano, depois de um período de contatos secretos, Obama e Raúl Castro anunciaram um histórico processo de diálogo - Foto: AFP
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, formulou nesta quinta-feira (17) um novo apelo ao Congresso para que levante o embargo de Cuba, no aniversário de um ano do início da reaproximação diplomática entre Washington e Havana.

Em uma mensagem pelo aniversário do início dos diálogos bilaterais, Obama afirmou que "o Congresso pode apoiar uma vida melhor para os cubanos levantando o embargo, que é o legado de uma política fracassada".

O embargo comercial e financeiro americano a Cuba, em vigência há meio século, se apoia em um complexo emaranhado legal e burocrático codificado em lei, e cuja revisão está em mãos do Congresso.

No entanto, as duas câmaras, dominadas pelo Partido Republicano, da oposição, não dão sinais de estarem interessadas em iniciar o delicado processo de desentrave legal.

Há exatamente um ano, depois de um período de contatos secretos, Obama e Raúl Castro anunciaram um histórico processo de diálogo para recompor as relações diplomáticas, em uma iniciativa que recebeu o apoio e o aplauso global.

"Hoje, a bandeira americana ondeia novamente em nossa embaixada em Havana. Hoje, mais americanos visitam Cuba e se relacionam mais com cubanos do que qualquer outro momento nos últimos 50 anos", expressou o presidente em nota distribuída pela Casa Branca.

"As mudanças não ocorrem da noite para a manhã", afirmou Obama na nota, admitindo a normalização completa das relações bilaterais "será uma longa viagem".

No entanto, manifestou que os últimos 12 meses são um "testemunho do progresso que podemos fazer quando nos conduzimos para um futuro melhor". 

"No próximo ano, continuaremos neste caminho, dando poder aos cubanos e americanos para que sejam condutores do processo".

Obama acrescentou que Washington "continua tendo diferenças com as autoridades cubanas, que são tratadas diretamente, e sempre defenderemos os direitos humanos e os valores universais que apoiamos em todo o mundo", concluiu.

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