O presidente da França, François Hollande, anunciou nesta sexta-feira (22) que ampliará a atuação do país no Oriente Médio, reforçando a ajuda ao Iraque, com o objetivo de combater os jihadistas do Estado Islâmico, após o ataque a Nice que deixou 84 mortos.
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"O fundamentalismo é nosso inimigo", disse Hollande durante pronunciamento no Palácio do Eliseu.
O governo francês já tem realizado ataques aéreos contra o grupo e dado treinamento para exércitos locais, mas não pensa em enviar tropas para atuar em solo. "Apesar de a França ter sido alvo do ataque do dia 14 de julho, todo o mundo estava na mira", destacou Hollande, ao acrescentar que 12 pessoas continuam hospitalizadas "entre a vida e a morte".
Hollande ainda anunciou planos de expandir o contingente militar dentro da própria França nos próximos meses, diante de críticas ao governo por não ter conseguido prevenir o ataque da semana passada, apesar de o estado de emergência ainda estar vigente em todo o país.
Segundo as autoridades, o agressor Mohamed Bouhlel planejou o ataque por meses e agiu com a ajuda de cúmplices. Ele avançou com um caminhão contra a multidão que festejava a Queda da Bastilha, na Promenade des Anglais.
Na última quinta-feira, o Parlamento francês aprovou a prorrogação por seis meses do estado de emergência no país, como havia pedido o presidente.