TECNOLOGIA

Capacete para escaneamento cerebral ajuda a examinar crianças em movimento

O capacete pode ser usado em pacientes com autismo, epilepsia e outros distúrbios do desenvolvimento neurológico

AFP
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Publicado em 05/11/2019 às 21:55
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Foto: HO / OXFORD JR HOSPITAL / AFP
O capacete pode ser usado em pacientes com autismo, epilepsia e outros distúrbios do desenvolvimento neurológico - FOTO: Foto: HO / OXFORD JR HOSPITAL / AFP
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Cientistas usaram um capacete de bicicleta modificado para criar um dispositivo que pode monitorar a atividade cerebral em crianças em tempo real. 

A tecnologia pode eventualmente ser usada em pacientes com distúrbios do desenvolvimento neurológico, como autismo e epilepsia, relataram os pesquisadores nesta terça-feira na revista Nature Communications. 

Teste

Os pesquisadores inseriram um dispositivo vestível de magnetoencefalografia (MEG) em um capacete de bicicleta padrão e registraram com sucesso a resposta do cérebro ao toque materno em crianças de entre dois e cinco anos. Com o equipamento padrão, é muito difícil examinar o cérebro de crianças com menos de oito anos, disse Matthew Brookes, que trabalhou no dispositivo e é autor do relatório. "Isso ocorre porque em crianças pequenas, suas cabeças são pequenas demais para caber corretamente no scanner e isso significa perda de qualidade dos dados", disse à AFP. "Além disso, indivíduos mais jovens tendem a se mover mais". 

O dispositivo está equipado com sensores pequenos e leves que impedem que a verificação seja afetada pelo movimento da cabeça. As crianças podem usar réplicas do capacete em casa para reduzir a ansiedade durante o exame, disseram os pesquisadores. A tecnologia não se limita às crianças. 

Brookes e seus colegas usaram versões maiores do dispositivo para registrar a atividade cerebral em um adolescente que jogava videogame e em um garoto de 24 anos que tocava ukelele. Brookes disse que seus colegas da Universidade College London estão trabalhando no uso clínico do dispositivo MEG - incluindo diagnóstico e mapeamento cirúrgico - para adultos e crianças com epilepsia. 

Ele espera que as aplicações possam ser expandidas para outras condições, como lesão cerebral, saúde mental e demência. "Esperamos que (o dispositivo) seja usado para examinar pacientes dentro de dois a três anos".

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