INCÊNDIOS FLORESTAIS

Austrália convoca três mil reservistas contra incêndios

''Esta decisão permite ter mais homens no terreno, mais aviões no ar e mais barcos no mar'', declarou o primeiro-ministro Scott Morrison

Amanda Azevedo
Amanda Azevedo
Publicado em 04/01/2020 às 10:57
Foto: SAEED KHAN / AFP
''Esta decisão permite ter mais homens no terreno, mais aviões no ar e mais barcos no mar'', declarou o primeiro-ministro Scott Morrison - FOTO: Foto: SAEED KHAN / AFP
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A Austrália convocou 3 mil reservistas das Forças Armadas para combater os incêndios florestais que devastam o país, anunciou neste sábado (4) o primeiro-ministro Scott Morrison. 

"Esta decisão permite ter mais homens no terreno, mais aviões no ar e mais barcos no mar", declarou Morrison, criticado pelo modo como administrou a crise dos incêndios em seu início, em setembro.

Milhares de pessoas foram retiradas de suas casas neste sábado (4) no sudeste do país, diante da perspectiva do agravamento das condições meteorológicas e do avanço dos incêndios florestais.

Estado de emergência no sudeste da Austrália

O estado de emergência foi declarado no sudeste do país, a região mais populosa, onde na sexta-feira mais de 100 mil pessoas receberam ordens de evacuação, em três estados. 

"Hoje trata-se de salvar vidas", disse a primeira-ministra de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian.

"Literalmente, vimos sair dezenas de milhares de pessoas", contou o chefe dos bombeiros do estado de Nova Gales do Sul, Shane Fitzsimmons. 

Os turistas e habitantes do sudeste se lançaram às estradas que ligam as cidades costeiras a Sidney e outras localidades importantes, gerando grandes engarrafamentos.

Este sábado promete ser um dia "longo" e difícil, avaliou Fitzsimmons. 

São esperadas temperaturas acima dos 40° e fortes ventos, que poderão avivar centenas de incêndios florestais, a maioria fora de controle. 

As condições meteorológicas serão neste sábado "idênticas ou até piores que as registradas no Natal", advertiu Jonathan How, do serviço meteorológico australiano. "Os ventos do oeste - fortes e secos - avivarão os incêndios atuais, ameaçando populações que já sofreram uma devastação generalizada".

Desde o início da temporada de incêndios, em setembro, ao menos 20 pessoas morreram, dezenas estão desaparecidas e mais de 1.300 casas foram destruídas.

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