RARIDADE

Primo distante do T-Rex é encontrado no Canadá

A espécie, segundo estudos, habitava as planícies da América do Norte há cerca de 80 milhões de anos

Thalis Araújo
Thalis Araújo
Publicado em 10/02/2020 às 18:28
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Foto: Julius CSOTONYI / The University of Calgary and Royal Tyrrell Museum / AFP
A espécie, segundo estudos, habitava as planícies da América do Norte há cerca de 80 milhões de anos - FOTO: Foto: Julius CSOTONYI / The University of Calgary and Royal Tyrrell Museum / AFP
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Pode ser o membro mais antigo de uma família assustadora: uma nova espécie de tiranossauro, próxima ao T-Rex, foi descoberta no Canadá. Segundo estudo, a espécie habitava as planícies da América do Norte há cerca de 80 milhões de anos.

Apelidado de "o ceifador da morte", o "Thanatotheristes degrootorum" encontrava-se no topo da cadeia alimentar e poderia chegar a medir oito metros de longitude, conforme artigo da revista científica Cretaceous Research.  

O carnívoro gigante, do qual apenas algumas partes do crânio de 80 cm foram encontradas, é o mais antigo membro da família dos T-Rex conhecido na América do Norte, segundo sugere esse estudo. A espécie remonta a aproximadamente 79 milhões de anos, enquanto o T-Rex, imortalizado por Steven Spielberg no filme "Jurassic Park", viveu há 66 milhões de anos. É a primeira vez em meio século que uma nova espécie de tiranossauro é descoberta no Canadá. 

"Há poucas espécies de tiranossauros, mas há muita variedade entre elas. Eles eram muito diferentes entre si", explica Darla Zelenitsky, co-autora do estudo. O Thanatotheristes degrootorum é o décimo a ser identificado na América do Norte.  

"Em função da cadeia alimentar, esses grandes predadores localizados na parte mais alta dela eram raros em comparação com outros herbívoros", ressalta a paleontóloga da universidade de Calgary, no Canadá.  

Estrutura

O "ceifador da morte" se diferenciava de outros tipos da espécie por ter um focinho largo e comprido, similar ao dos grupos de tiranossauros mais primitivos, que viveram ao sul do Estados Unidos. 

As diferenças nos crânios observadas nos diferentes grupos era resultado das diferentes dietas.  

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