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Coordenador do PT reclama de 'manipulação de informação'

Divulgação da delação de Costa na CPI da Petrobras foi visto como golpe baixo pelos petistas

Danilo Galindo
Danilo Galindo
Publicado em 13/10/2014 às 11:40
Foto: YASUYOSHI CHIBA / AFP
Divulgação da delação de Costa na CPI da Petrobras foi visto como golpe baixo pelos petistas - FOTO: Foto: YASUYOSHI CHIBA / AFP
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O coordenador financeiro da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) à reeleição, Edinho Silva, classificou o embate eleitoral no segundo turno entre a petista e o candidato da oposição, Aécio Neves (PSDB), como "uma guerra" e "um vale tudo" numa referência ao uso, pelo tucano, da divulgação de depoimentos do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef - os quais apontaram propinas pagas por empreiteiras em obras da Petrobras ao PT, PMDB e PP - partidos da base aliada do governo.

Silva engrossou o coro da própria presidente Dilma, que, na sexta-feira, 10 comparou a divulgação dos depoimentos em plena campanha do segundo turno a um "golpe". "Chegamos ao nível de manipulação de informação que só foi visto na eleição do (ex-presidente, Fernando) Collor em 1989", disse o coordenador, numa referência aos ataques feitos à época ao então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, adversário de Collor, hoje senador reeleito por Alagoas e integrante da base aliada da Dilma. 

"Abriu-se uma guerra e temos de enfrentá-la, pois estão criando um vale tudo sem precedentes e o exemplo disso é como o depoimento (de Costa e Youssef) foi parar na imprensa", afirmou.

Ainda segundo Silva, "a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a Procuradoria Geral da República deveriam se posicionar" sobre a divulgação e o uso das denúncias envolvendo a Petrobras e o governo pela oposição. "Caso contrário, vai se criando um padrão de manipulação perigoso para todas as próximas eleições. Fico preocupado com o que vai acontecer com o futuro eleitoral", concluiu.

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