Operação Lava-Jato

Ministros e senador do PSDB pedem ao STF acesso à delação de empreiteiro

Após a divulgação, Edinho Silva e Mercadante negaram ter recebido doações ilegais, em dinheiro, do empreiteiro. Pessoa ficou preso durante quatro meses pelas investigações da Lava Jato

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Publicado em 29/06/2015 às 21:53
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Os ministros Secretaria de Comunicação Social,  Edinho Silva, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), entraram nesta segunda-feira (29) com pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para terem acesso ao acordo delação do presidente da UTC, Ricardo Pessoa, investigado na Operação Lava jato. 

Os documentos foram protocolados no Supremo após a divulgação de reportagem da revista Veja, veiculada no último fim de semana. Segundo a publicação, Pessoa teria citado, em acordo de delação premiada, o nome de 18 pessoas que receberam contribuições dele.

Após a divulgação, Edinho Silva e Mercadante negaram ter recebido doações ilegais, em dinheiro, do empreiteiro. Pessoa ficou preso durante quatro meses pelas investigações da Lava Jato.

Edinho Silva, que atuou como tesoureiro da campanha da presidenta Dilma Rousseff em 2014, confirmou que recebeu R$ 7,5 milhões, mas ressaltou que em doações lícitas, conforme prevê a legislação.

O ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, confirmou que recebeu dois pagamentos de R$ 250 mil, da UTC e da Constran, para sua campanha ao governo de São Paulo, em 2010. Disse, no entanto, que os valores foram recebidos de forma legal e declarados à Justiça Eleitoral, que aprovou a prestação de contas. A direção do PT também reafirmou que todas as doações recebidas pelo partido são legais e registradas na Justiça Eleitoral.

O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) reconhece que recebeu a quantia para a sua campanha eleitoral ao Senado, em 2010. Ele destacou que o valor foi legalmente declarado à Justiça Eleitoral. O senador afirma que não conhece o empreiteiro e que não tem nada a esconder. “Nunca fui procurado por Ricardo Pessoa, nem antes e nem depois da campanha, para patrocinar pleitos junto à Petrobras, uma vez que, entre outras razões, é pública e notória a minha frontal oposição ao governo petista, à sombra do qual esse senhor prosperou.

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