O presidente da CPI da Petrobras, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), já marcou para a próxima quarta-feira (15) o depoimento do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que foi aprovado na última quinta (9).
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A convocação provocou reclamações do Palácio do Planalto nos bastidores, mas foi negociada pelo relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), em troca de poupar o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e os atuais ministros da presidente Dilma Rousseff.
Cardozo será questionado pelos parlamentares sobre o caso da escuta ilegal encontrada na cela do doleiro Alberto Youssef. Sindicância interna da Polícia Federal concluiu que a escuta estava inativa, mas dois policiais federais ouvidos pela CPI disseram que o equipamento funcionava e foi instalado sem autorização judicial.
Também pode ser confrontado sobre os encontros que teve com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, antes da divulgação da lista das autoridades com foro privilegiado que seriam investigadas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Para a terça (14), a CPI também já marcou os depoimentos de representantes da Mitsui e da Samsung. Potencialmente negativas ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), porque o doleiro Youssef disse que ele havia recebido propina proveniente de um contrato das duas empresas com a Petrobras, essas convocações foram articuladas justamente com o PMDB.
A expectativa nos bastidores é que os depoimentos sejam conduzidos para inocentar o envolvimento de Cunha com o esquema. O presidente da Câmara nega envolvimento.