Operação Lava Jato

Procuradoria denuncia Delcídio, Esteves, Diogo Ferreira e Edson Ribeiro

De acordo com a PGR, todos são acusados de tentar impedir e embaraçar a investigação de infrações penais

Do Estadão Conteúdo
Do Estadão Conteúdo
Publicado em 07/12/2015 às 20:15
Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil
De acordo com a PGR, todos são acusados de tentar impedir e embaraçar a investigação de infrações penais - FOTO: Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) ofereceu nesta segunda-feira (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) denúncia contra o senador Delcídio Amaral (PT-MS) e o banqueiro André Esteves, ex-controlador do BTG Pactual, presos no fim do mês passado por tentar obstruir as investigações na Operação Lava Jato.

Além do senador e do banqueiro, foram denunciados o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira Rodrigues, e o advogado Edson Ribeiro, que era responsável pela defesa do ex-executivo da Petrobras Nestor Cerveró, também preso na Operação Lava Jato.

Eles foram detidos depois que o Ministério Público Federal teve acesso a gravações de uma reunião em que o senador, seu assessor e o advogado aparecem negociando o silêncio de Cerveró em delação premiada. 

De acordo com a PGR, todos são acusados de tentar impedir e embaraçar a investigação de infrações penais que envolvem organização criminosa e patrocínio infiel, que somados podem render 11 anos de prisão. Além disso, Delcídio, Diogo e Edson são denunciados por exploração de prestígio, punível com até 5 anos de detenção. 

A denúncia foi feita dois dias antes do encerramento do prazo, que seria em 9 de dezembro. O procedimento contra o grupo tramita sob sigilo no STF. 

Há também no Supremo outros dois inquéritos contra Delcídio, em que ele é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em um deles, o senador aparece ao lado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). 

As peças encaminhadas pela Procuradoria são mantidas em segredo de Justiça. Os arquivos ocultos têm sido usados para abrigar delações premiadas ainda sigilosas.

Delcídio e Diogo estão presos na superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Já advogado Edson Ribeiro e o banqueiro André Esteves estão no presídio Bangu 8, no Rio de Janeiro.


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