Operação Vidas Secas

PF investiga superfaturamento em obras de transposição do São Francisco

No Recife-PE, os casos são investigados nos bairros de Boa Viagem, Graças e Coelhos. No interior, em Salgueiro e em Sertânia

Larissa Alves
Larissa Alves
Publicado em 11/12/2015 às 8:10
Foto: Diego Nigro/JC Imagem
No Recife-PE, os casos são investigados nos bairros de Boa Viagem, Graças e Coelhos. No interior, em Salgueiro e em Sertânia - Foto: Diego Nigro/JC Imagem
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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (11) a Operação Vidas Secas – Sinhá Vitória, que investiga o superfaturamento de obras de engenharia executadas por empresas em dois dos 14 lotes da transposição do Rio São Francisco. Empresários do consórcio OAS/Galvão/Barbosa Melo/Coesa utilizaram empresas de fachada para desviar cerca de R$ 200 milhões das verbas públicas.

Os valores eram destinados à transposição do rio, no trecho que vai do agreste de Pernambuco até a Paraíba. Os contratos investigados, até o momento, são de R$ 680 milhões.

Segundo a PF, as investigações apontaram que algumas empresas ligadas à organização criminosa estariam em nome de um doleiro e também envolvem um lobista, ambos investigados na Operação Lava Jato.

Estão sendo cumpridos 32 mandados judicias, sendo 24 de busca e apreensão, quatro de condução coercitiva e quatro de prisão, em Pernambuco, Goiás, Mato Grosso, Ceará, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio grande do Sul, Bahia e Brasília. Cerca de 150 policiais federais participam da operação.

No Recife - PE, os casos são investigados nos bairros de Boa Viagem, Graças e Coelhos. Já no interior do Estado de Pernambuco, são investigados em Salgueiro e em Sertânia.

Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, fraude na execução de contratos e lavagem de dinheiro.

A PF explicou que o nome da operação, Sinhá Vitória, representa a mulher do sertão, que não se rende à miséria. Uma personagem descrita no livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos, como uma mulher forte, que fazia as contas do pagamento recebido do dono da fazenda onde trabalhavam sempre chegando à conclusão de que eram roubados.

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